Usar a Starlink no celular sem depender de uma antena instalada em casa está mais perto de se tornar realidade no Brasil. A tecnologia conecta smartphones diretamente aos satélites da empresa já está em fase de testes no país. A Vivo tem autorização temporária, até 22 de abril de 2029, para operar a conexão Direct to Device (D2D).
Com esses avanços, as dúvidas continuam. Será preciso trocar de aparelho? Quanto o serviço deve custar? E quando estará disponível para o consumidor?
Neste guia, o InfoMoney explica o que já se sabe sobre a Starlink no celular e o que ainda precisa ser definido antes da oferta ao público.
Quanto vai custar a internet Starlink no celular e em casa?
O preço da Starlink no celular ainda não foi definido no Brasil. A SpaceX não anunciou valores para o Direct to Device nem informou se haverá uma assinatura própria ou cobrança pelas operadoras parceiras.
O serviço móvel funciona de forma diferente da banda larga da Starlink disponível hoje: o celular se conecta aos satélites sem antena externa ou terminal dedicado.
O que já está disponível para o usuário é a Starlink residencial, que custa a partir de R$ 189 por mês, com dados ilimitados. Além da mensalidade, é preciso comprar o equipamento. Assim, os kits variam de R$ 1.199, na Starlink Mini, a R$ 2.400 no modelo Padrão, antes de promoções e outras condições de contratação.
Para conferir o valor no seu endereço, acesse o site da Starlink e informe o local de instalação. A consulta mostra os planos, equipamentos e condições disponíveis na região.
Qual celular aceita Starlink? Veja os modelos que funcionam sem antena
O Starlink Direct to Device funciona em smartphones 4G LTE compatíveis, sem exigir modificações no aparelho nem antena externa. Os satélites de baixa órbita da SpaceX fazem a comunicação diretamente com o celular, de forma semelhante às torres de telefonia.
As referências já disponíveis no Brasil e em outros mercados incluem aparelhos das seguintes famílias:
- Apple: iPhone 13, iPhone 14, iPhone 15 e gerações mais recentes;
- Samsung: Galaxy S a partir do S21 e dobráveis Galaxy Z Flip e Z Fold da terceira geração em diante;
- Google e Motorola: modelos recentes das linhas Google Pixel, Motorola Edge e Motorola Razr.
Para o usuário, a troca entre a rede terrestre e o sinal via satélite acontece sem instalar acessórios no aparelho. Em uma área sem cobertura convencional, como uma estrada ou região rural, o smartphone passa a usar a conexão por satélite quando o serviço estiver disponível.
Como usar internet Starlink com antena?
Enquanto o acesso direto pelo celular não chega ao mercado brasileiro, a Starlink convencional com antena atende residências, propriedades rurais e viagens. A antena recebe o sinal dos satélites e distribui a conexão por Wi-Fi para celulares, computadores, TVs e outros dispositivos.
Antes da instalação, é preciso estar em um ponto com visão desobstruída do céu. Árvores, telhados e prédios podem interromper o sinal. O aplicativo oficial da Starlink usa a câmera do celular para mostrar possíveis obstáculos e indicar um local adequado para a antena.
Depois, siga estes passos:
- Posicione o equipamento: instale a antena no suporte em uma área aberta;
- Conecte os cabos: ligue a antena à energia e ao roteador. Na Starlink Mini, o roteador Wi-Fi já vem integrado;
- Faça a configuração: siga as orientações do aplicativo e confira o posicionamento da antena;
- Conecte os aparelhos: abra as configurações de Wi-Fi, escolha a rede da Starlink e finalize a configuração pelo aplicativo.
Na contratação, escolha o plano conforme o uso. A modalidade Residencial atende um endereço fixo. Já os planos Viagem, antigos Roam, são voltados ao deslocamento do equipamento.
Qual a diferença da internet Starlink para Vivo, Claro e TIM?
A principal diferença da internet Starlink com as operadoras convencionais está em como o sinal chega ao usuário. Vivo, Claro e TIM, por exemplo, usam redes terrestres formadas por antenas de telefonia distribuídas pelo território. A Starlink, por outro lado, usa uma constelação de satélites de baixa órbita para levar conexão a áreas onde essa infraestrutura não chega.
No serviço tradicional da Starlink, o usuário precisa de uma antena para receber o sinal e distribuí-lo por Wi-Fi. Com o Direct to Cell, o satélite se comunica diretamente com o smartphone compatível.
As duas infraestruturas também funcionam de forma complementar. A conexão direta por satélite usa frequências de telefonia das operadoras móveis. No Brasil, as empresas seguem caminhos diferentes:
- Vivo: recebeu autorização da Anatel para testar o Direct to Device em parceria com a Starlink dentro do ambiente regulatório experimental;
- Claro e TIM: testam alternativas de conexão por satélite, inclusive com empresas como a AST SpaceMobile.
Para o consumidor, a conexão por satélite entra como complemento à rede móvel. Onde houver cobertura terrestre, o aparelho usa 4G ou 5G. Em áreas sem sinal, a conexão por satélite amplia o alcance da rede.