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A Magazine Luiza (MGLU3) e o Mercado Livre (BDR:MELI34) anunciaram nesta quarta-feira (2) uma parceria na qual a Magalu listará cerca de 27 mil SKUs de seu estoque próprio no marketplace da MELI, com as vendas começando já em setembro. Às 12h05, as ações da Magalu subiam 22,94%, cotadas a R$ 5,68.
O acordo também abrange a KaBuM! e a Época Cosméticos, e a Netshoes deverá ser adicionada posteriormente. Os termos são semelhantes ao acordo com a Amazon anunciado em junho e à parceria já existente da MELI com a Casas Bahia (BHIA3).

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Além disso, a Magalu também atualizou sua operação de quick-commerce, com uma nova aba “Magalu Delivery” no aplicativo, que dá acesso à rede de restaurantes, supermercados e farmácias operada pela Aiqfome, uma plataforma de entregas adquirida pelo grupo em 2020.
Para a Ativa Investimentos, a parceria tende a ser positiva para as duas empresas. O Magalu ganha acesso a um novo canal de vendas, potencialmente com margem superior à obtida por meio de mídia paga, enquanto o Mercado Livre amplia seu acesso a produtos de linha branca e móveis, categorias nas quais ainda tem baixa penetração.
A XP Investimentos também avaliou o anúncio como positivo para Magalu, uma vez que enxerga espaço para um aumento nas vendas de produtos de primeira linha (1P) no 4º trimestre de 2026, semelhante ao observado pela Casas Bahia a partir do 4º trimestre de 2025.
No caso da Magazine Luiza, a empresa inicia o 4º trimestre de 2026 com um potencial selo Prime e alguns meses de curva de aprendizado em vendas por meio de parcerias. A administração estima que cerca de 75% dos compradores na plataforma da MELI serão novos clientes da Magalu, o que deve limitar a canibalização no curto prazo.
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Com a Casas Bahia em processo de recuperação judicial e fechamentos recentes de lojas, a XP também espera que a Magazine Luiza conquiste parte dessa fatia de mercado. Diante disso, um cenário macroeconômico desfavorável pode limitar a recuperação e, em um horizonte mais longo, ainda a corretora vê risco de canibalização nos próprios canais da Magalu.
Impacto para Mercado Livre
A XP tambem avaliou de forma positiva a parceria para o Mercado Livre, destacando que o acordo ajuda a preencher uma lacuna no sortimento da plataforma argentina: itens de grande porte, como eletrodomésticos e produtos de linha branca.
Segundo a análise, as cerca de 1.200 lojas do Magalu também podem ampliar a capilaridade do Mercado Livre ao funcionar como pontos de coleta e devolução. A Magalog, braço logístico da varejista, ainda poderia eventualmente apoiar as entregas desses produtos.
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Apesar dos benefícios, a XP considera que o acordo é mais estratégico do que transformador. O GMV do Magalu representa menos de 15% do volume bruto de mercadorias movimentado pelo Mercado Livre no Brasil, enquanto o da Casas Bahia fica abaixo de 6%. Além disso, apenas uma parcela do sortimento das empresas será disponibilizada na plataforma.
Para a XP, portanto, a parceria representa principalmente uma defesa do Mercado Livre em categorias específicas, sem necessidade de grandes investimentos em logística, e não um catalisador relevante para o crescimento do GMV.