JPMorgan: parceria do Magazine Luiza com a Amazon amplia alcance digital da companhia

A parceria consiste em listar produtos vendidos diretamente pela própria empresa

Erick Souza

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(Shutterstock)
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O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou uma parceira para oferecer seus produtos na plataforma da Amazon (BDR: AMZO34) no Brasil. Para os analistas do JP Morgan, o acordo entre as empresas deve ajudar a ampliar o alcance do Magalu para uma nova base de consumidores.

A parceria consiste em listar produtos vendidos diretamente pela própria empresa, como TVs, eletrodomésticos e itens de marcas nativas e parceiras, na plataforma da Amazon.

Para os analistas do banco, a parceria é positiva, especialmente diante do fraco crescimento das vendas online observado nos últimos trimestres do Magalu. Além disso, deve ajudar a companhia a enfrentar o ambiente altamente competitivo no segmento.

De acordo com a administração, a iniciativa faz parte da estratégia mais ampla de expandir as vendas por meio de múltiplos marketplaces e alcançar novos clientes, mantendo a rentabilidade. Para os analistas do JP, a união poderá gerar um impulso relevante de curto prazo nos resultados, especialmente antes da Copa do Mundo.

Em outro momento, por volta de junho de 2024, o Magalu já havia firmado uma parceria com o AliExpress. De acordo com o JP, essa iniciativa não chegou a ser refletida de forma relevante nos resultados. Desta vez, entretanto, a escala é significativamente maior.

Mesmo com as melhores perspectivas, o JP Morgan manteve a recomendação de venda para a empresa. Conforme o banco, as ações seguem sendo negociadas a múltiplos de 17x e 6x o lucro estimado para 2026 e 2027, respectivamente.

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Operação logística

Além da oferta de produtos através da plataforma, o Magalu pretende impulsionar seu negócio de logística. Dentro da nova parceria, as entregas serão realizadas pela Magalog, braço logístico da Magalu.

Em uma segunda etapa do acordo, a empresa já anunciou que a operação logística também deverá ser utilizada pela Amazon para outros produtos vendidos em sua plataforma.

O Magalu estima que aproximadamente 75% das vendas realizadas via Amazon serão destinadas a consumidores que atualmente não frequentam o ecossistema da companhia.