B3 (B3SA3) sobe mais de 4% com decisão do Carf anular R$ 2,2 bi em atuações

Carf cancelou definitivamente dois autos de infração da Receita Federal relacionados às vendas de ações do CME Group

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As ações da B3 (B3SA3) operam em alta na sessão desta quarta-feira (2), após a Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) cancelar definitivamente dois autos de infração da Receita Federal relacionados às vendas de ações do CME Group realizadas em 2015 e 2016. As autuações somavam R$ 2,2 bilhões em valores atualizados até junho de 2026.

Às 12h21, os papéis da B3 avançavam 4,87%, cotados a R$ 17,43.

O Goldman Sachs avaliou a decisão como positiva, por reduzir um dos principais riscos da tese de investimento na B3, embora o desfecho não deva gerar impacto nas demonstrações financeiras, já que os processos eram classificados como de perda possível.

Ainda assim, o Goldman considera o desfecho favorável porque reduz parte dos riscos relacionados a disputas judiciais e tributárias, que estão entre os principais riscos negativos para a tese de investimento na B3.

Os autos questionavam a inclusão de variações cambiais positivas no custo de aquisição da participação da B3 no CME Group para o cálculo do ganho de capital sujeito a IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), após as vendas das ações realizadas em 2015 e 2016.

O Goldman manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21 para a B3 em 12 meses. O banco estima que a ação negocia a 9,2 vezes o EV/Ebitda (Valor da Firma sobre EBITDA) projetado para 2027, abaixo dos 16,4 vezes dos pares globais.

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A Ativa Investimentos, por sua vez, avalia a decisão como positiva para a B3, mas sem impacto material nos resultados.

Para os acionistas minoritários, na visão da Ativa, o principal benefício é a eliminação de um risco fiscal relevante, reduzindo a incerteza sobre potenciais desembolsos e melhorando marginalmente o perfil de risco da tese. “Em valuation, o efeito é predominantemente qualitativo, pela retirada de um cenário adverso, sem justificar a incorporação dos R$ 2,2 bilhões ao valor justo da companhia”, escreveu a corretora.

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Felipe Moreira
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