Ação da TIM (TIMS3) cai após corte de recomendação pelo BBI, mas fecha longe das mínimas; cenário macro impactará lucros

Recomendação foi cortada para neutra, com visão de cenário mais desafiador também com juros altos; recomendação é neutra para TIMS3 e VIVT3

Lara Rizério

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A TIM (TIMS3) teve a recomendação reduzida pelo Bradesco BBI de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para neutra, com redução do preço-alvo de R$ 19 para R$ 12 (upside de apenas 1% frente o fechamento da véspera).

Com essa redução de recomendação, as ações TIMS3 fecharam em baixa de 1,43%, a R$ 11,70, ainda que longe da mínima de R$ 11,36 do dia, quando chegou a cair 4,30%. A sessão foi marcada por mudanças de recomendações que também movimentaram os ativos de varejo, petróleo e frigoríficos.

Os analistas do banco atualizaram estimativas para o setor de Telecom, incorporando o resultado do terceiro trimestre e expectativas para 2023.

“Enxergamos que a rentabilidade do setor será pressionada, considerando o cenário macro desafiador pesando no crescimento de receita, somado à potencial pressão de margem como reflexo da inflação elevada. Além disso, o aumento recente de alavancagem (para aquisição dos ativos de Oi + investimentos de capital por conta do 5G), somado ao cenário de juros elevados, devem pesar no lucro do setor, refletindo em potenciais revisões do consenso para baixo”, avaliam os analistas.

A recomendação para a Vivo (VIVT3) foi mantida em neutro, com o preço-alvo sendo cortado de R$ 56 para R$ 41 (upside de 6% frente o fechamento da véspera). Os ativos VIVT3 fecharam a sessão em leve alta, de 0,83%, a R$ 38,82.

“Vemos riscos de queda nos lucros da Vivo e da TIM, já que atualmente estamos 9% e 28% abaixo do consenso. Preferimos evitar a exposição ao setor, privilegiando a Totvs (TOTS3) no espaço de telecomunicações e tecnologia, numa perspectiva relativa”, afirma o banco. Para os analistas, a Totvs deve ser capaz de sustentar dois dígitos de crescimento em 2023 com menores riscos de revisão de resultados para baixo.

Os analistas têm recomendação neutra para TIM e Vivo a partir de agora já que os rendimentos de fluxo de caixa/dividendos de um dígito médio a alto no setor podem fornecer alguma proteção, mas sem oferecer uma recompensa de risco muito atraente, na visão dos analistas. Vivo e TIM estão oferecendo 6,3% e 5,7% de dividend yield para 2023, respectivamente, apontam.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.