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Após uma série de exchanges de criptomoedas terem sido duramente afetadas pelas quedas do mercado e pelo “efeito dominó” das criptos, já aparecem sinais de que os temores de contágio cripto tenham atingido o pico, avalia o Citi.
Alguns exemplos, segundo o banco, são o pedido de falência da plataforma Celsius, a maior clareza sobre a exposição de outras empresas do setor à crise, e a reaproximação do derivativo Staked Ethereum (stETH) ao preço do Ethereum (ETH).
Em um relatório divulgado na quarta-feira (20), o banco destacou que o desconto entre o stETH e o Ethereum (ETH) diminuiu, o que sugere que algum estresse de liquidez pode ter passado.
Para os analistas, a “fase aguda de desalavancagem” já terminou, dado que muitas das grandes corretoras e dos formadores de mercado do setor divulgaram suas maiores exposições.
Em mais um sinal positivo, disse a instituição financeira, os resgates de stablecoins foram contidos e os resgates de fundos de índice (os ETFs) de criptomoedas também se estabilizaram nas últimas semanas. A alavancagem de câmbio e do mercado futuro também está “benigna”, acrescentou.
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Nos últimos meses, a forte volatilidade nos mercados de criptomoedas resultou em vários “deslocamentos intra-mercado”. Um deles foi a diferença entre o preço do Bitcoin (BTC) na Coinbase, vendido em dólares, e o vendido na exchange rival Binance, na stablecoin Tether (USDT), destaca o relatório.
Normalmente, o preço da Coinbase é negociado a um prêmio, o que pode refletir novos entrantes ou demanda institucional. Essa diferença, contudo, deixou de ser vista em maio. Agora, o prêmio da Coinbase está retornando aos níveis históricos, esclarece o Citi, o que sugere uma redução do estresse no mercado de criptomoedas.
De acordo com os analistas do banco, o mercado cripto ainda é muito pequeno e isolado para ter efeitos colaterais nos mercados financeiros tradicionais, mas tais flutuações podem afetar o sentimento dos investidores. Para o Citi, os temores de contágio provavelmente atingiram o pico – pelo menos por ora.
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