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“Vale tudo” dos deputados, racha tucano e briga no governo: o resumo da semana na política

Acompanhe a análise política da semana com os analistas Richard Back e Paulo Gama, da XP Investimentos, e o cientista político Jairo Pimentel, professor da FESPSP

Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados, durante pronunciamento do Presidente Temer. Foto José Cruz/Agência Brasil
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SÃO PAULO – Apesar das articulações intensas, a reforma eleitoral não avançou conforme desejado pelos parlamentares no plenário da Câmara. Os temores com o reação da sociedade sobre o fundo de financiamento das campanhas estimado em R$ 3,6 bilhões, em tempos de cortes de despesas, e as fortes críticas ao sistema “distritão” provocaram um recuo de alguns deputados e alternativas passaram a ser negociadas. Uma delas, foi um modelo “semidistritão”, que buscava dar aos partidos uma mínima importância que o mecanismo anterior não conferia. A votação em primeiro turno do relatório ficou para a próxima semana.

Se por um lado pouco andou do lado da “reforma política”, por outro, o governo enfim anunciou a aguardada revisão na meta fiscal, que indicou déficits para as contas do país até a próxima década. Se as novas projeções se confirmarem, o governo Michel Temer concluirá o mandato sem ter dado uma resposta definitiva no curto prazo à situação fiscal do país.Muitos economistas já vislumbram um descumprimento da emenda constitucional do teto de gastos, que, em tese, impede crescimento real nas despesas públicas. Ainda assim, não foi dessa vez que o Brasil sofreu mais um downgrade, e a equipe econômica se esforça em manter a confiança do mercado. Para complicar ainda mais, o fogo amigo entre Henrique Meirelles e a ala política do governo se intensificou.

A semana também marcou novas movimentações do “centrão” pela redistribuição de cargos ocupados por tucanos infiéis no governo. Do lado do PSDB, a “guerra fria” entre Geraldo Alckmin e João Doria pelo direito de representar o partido nas próximas eleições presidenciais se abriu, com o prefeito protagonizando uma intensa agenda de viagens pelo país, em uma campanha informal cada vez mais clara. Ontem, foi ao ar em rede nacional o programa do partido, em que, sem discurso de nenhum político, foi feito um mea culpa superficial, uma crítica dura ao governo Michel Temer e ao que se chamou de “presidencialismo cooptação”, além a defesa ao sistema parlamentarista.

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Para analisar estes e outros assuntos que marcaram a semana na política, a InfoMoneyTV recebeu os analistas políticos Richard Back e Paulo Gama, da XP Investimentos, e o cientista político Jairo Pimentel, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Assista à íntegra do programa, que vai ao ar às sextas-feiras, a partir das 15h: