Tarcísio é reeleito governador de São Paulo no primeiro turno

Candidato do Republicanos conquista segundo mandato no Palácio dos Bandeirantes; Fernando Haddad, apoiado por Lula, fica em segundo lugar

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo neste domingo (4), sem necessidade de segundo turno. Com 62,85% dos votos válidos, o governador garantiu mais quatro anos à frente do Palácio dos Bandeirantes. O resultado foi confirmado com 90,02% das urnas apuradas.

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu 36,22% dos votos válidos e terminou a disputa na segunda colocação.

O resultado mantém Tarcísio à frente do maior colégio eleitoral do país e repete, desta vez com uma definição antecipada, o confronto de 2022. Há quatro anos, os dois avançaram ao segundo turno, quando o atual governador venceu o petista por 55,27% a 44,73% dos votos válidos.

Tarcísio chegou à reta final da eleição de 2026 com vantagem sobre Haddad e com pesquisas indicando a possibilidade de encerramento da disputa já no primeiro turno.

Na última pesquisa AtlasIntel/Estadão antes da votação, divulgada em 23 de setembro, Tarcísio aparecia com 57,1% dos votos válidos, enquanto Haddad tinha 42,4%. Entre as intenções totais de voto, o governador registrava 55,2%, contra 41% do petista.

Gestão aprovada

Tarcísio também entrou na eleição respaldado pela avaliação de seu primeiro mandato. Na mesma rodada da AtlasIntel, 55% dos entrevistados disseram aprovar sua gestão, enquanto 43% a desaprovavam. Outros 2% não souberam responder.

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A aprovação foi um dos ativos explorados pelo governador durante a campanha, que concentrou o discurso nas entregas da administração estadual, sobretudo nas áreas de infraestrutura e concessões.

Entre as principais marcas do primeiro mandato está a privatização da Sabesp, concluída em 2024. A gestão também ampliou a participação da iniciativa privada em projetos de infraestrutura no estado.

Na campanha presidencial, Tarcísio ficou ao lado de Flávio Bolsonaro (PL). O governador declarou apoio à candidatura do senador e participou da construção de uma aliança estadual que reuniu partidos do campo da direita e do centro. A coligação de Tarcísio para a disputa paulista incluiu Republicanos, PL, MDB, Democrata, Avante, PSD, PRD, Solidariedade, União Brasil e PP.

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Do outro lado, Haddad retornou à disputa pelo governo paulista quatro anos depois da primeira tentativa, desta vez como o nome apoiado por Lula. Ex-ministro da Fazenda, ele deixou o governo federal em março de 2026 para concorrer novamente ao Palácio dos Bandeirantes.

Quem é Tarcísio de Freitas

Ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas – Foto: Alan Santos/PR

Aos 51 anos, Tarcísio Gomes de Freitas chega ao segundo mandato depois de ter estreado nas urnas apenas quatro anos antes.

Nascido no Rio de Janeiro, é engenheiro civil e oficial da reserva do Exército. Formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e no Instituto Militar de Engenharia (IME), onde também fez mestrado em Engenharia de Transportes.

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Antes de entrar na política eleitoral, passou por diferentes governos em Brasília. Trabalhou na Controladoria-Geral da União (CGU) e ocupou cargos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), chegando à direção do órgão durante o governo Dilma Rousseff. Mais tarde, comandou projetos do Programa de Parcerias de Investimentos no governo Michel Temer.

Tarcísio ganhou projeção nacional a partir de 2019, quando Jair Bolsonaro o escolheu para comandar o Ministério da Infraestrutura. Permaneceu no cargo até 2022, quando deixou Brasília para disputar o governo paulista.

A eleição de 2022 foi sua primeira candidatura. Tarcísio obteve 42,32% dos votos válidos no primeiro turno e terminou à frente de Haddad, que teve 35,70%. No segundo turno, venceu por 55,27% a 44,73%.

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A vitória encerrou quase três décadas de hegemonia do PSDB no governo de São Paulo. Quatro anos depois, Tarcísio chegou à tentativa de reeleição em uma posição diferente, já conhecido pelo eleitorado, com uma ampla coligação e defendendo o desempenho de sua própria administração.

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Marina Verenicz
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