Se eleito, Flávio deve enviar PEC do ajuste fiscal ainda na transição de governos

Campanha do senador à Presidência antecipou que textos já serão preparados para que novo governo possa aplicar corte de gastos logo no início do mandato

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A representante da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Daniella Marques afirmou que, se eleito, uma das primeiras iniciativas de Flávio será apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição que permita o corte de gastos ainda durante o período de transição entre governos.

A declaração ocorreu nesta terça-feira (25), durante o evento Movimento Brasil Competitivo, promovido em parceria com a Exame, em São Paulo.

De acordo com Daniella, a intenção de Flávio é apresentar o texto ao Congresso logo no início da transição e, caso aprovada, criar condições para recuperar a credibilidade do país na condução das contas públicas, além de encaminhar o novo governo para um cenário de redução dos juros.

“O candidato [Flávio] já fez o compromisso de encaminhar uma PEC ainda durante a transição. Ao contrário do governo atual que abriu gastando R$ 200 bilhões. É consenso entre os economistas que precisamos colocar as contas no lugar para ocorrer uma recuperação da confiança e da credibilidade do país em uma inflexão da curva de juros”, disse a economista.

No entanto, Daniella destacou que “se não trouxer os poderes para a mesa de debates”, a alta contenção de gastos previstas na PEC ficará impraticável.

“Existe uma série de excessos hoje na própria estrutura administrativa, mas não apenas do poder executivo”, destacou. “A conta está se tornando totalmente impagável para nós contribuintes e para toda a população brasileira”, concluiu.

Marques também antecipou que a campanha de Flávio pretende rever as atuais regras fiscais e criar um mecanismo que trate especificamente do controle da dívida em relação ao Produto Interno Bruto.

“Esse arcabouço fiscal claramente não tem mais credibilidade e é continuamente burlado, não tem sido efetivo no controle. É fundamental criarmos um mecanismo de controle da trajetória da dívida-PIB. E, por fim, o enxugamento de pelo menos 10 ministérios e cargos comissionados, de largada”, acrescentou.

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Caio César
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