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O candidato Renan Santos (Missão) levantou possibilidade de o Brasil desenvolver armas nucleares. Em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira (19), o candidato defendeu que o país deixe o Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares e, no longo prazo, passe a construir capacidade militar nuclear.
Renan apresentou a ideia como parte de uma estratégia de soberania e de projeção internacional. Segundo ele, o Brasil precisa aumentar seu poder militar para ter mais influência em negociações globais e sustentar ambições como uma eventual cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
“Não é que vou começar o meu mandato fazendo isso, mas faz parte de um processo inevitável de retomada da soberania”, afirmou.

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O candidato também vinculou a proposta à relação com as grandes potências. Na avaliação dele, um programa desse tipo exigiria interlocução prévia com Estados Unidos e China e uma inserção maior do Brasil na indústria internacional de defesa.
A proposta esbarra hoje em dois obstáculos centrais. O Brasil aderiu em 1998 ao tratado internacional de não proliferação, pelo qual assumiu o compromisso de não desenvolver armamento nuclear.
Além disso, a Constituição determina que as atividades nucleares no país tenham finalidade pacífica. Para transformar a proposta em política de Estado, portanto, seria necessário alterar o marco jurídico brasileiro e rever compromissos internacionais.