Renan nega irregularidades após Tofolli citar indícios de ilicitude em candidatura

Processo que trata sobre o registro da postulação entraria na pauta do TSE nesta segunda-feira, mas foi adiado pelo ministro

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Renan Santos (Missão) reagiu neste domingo à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que retirou de pauta o processo que trata do registro de sua candidatura à Presidência. Em despacho publicado na noite de sábado, o magistrado a firmou que há “indícios de ilicitudes” no registro da chapa presidencial.

O presidenciável negou irregularidades e pediu que os apoiadores continuem atuando pela sua candidatura.

— Não vamos baixar a cabeça — disse Renan em vídeo publicado nas redes sociais.

De acordo com a decisão, a questão levantada por Toffoli gira em torno do detalhamento das redes sociais apresentadas pela candidatura de Renan Santos.

“Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, escreveu Toffoli.

A legislação eleitoral determina que todos os canais de comunicação dos candidatos na internet sejam declarados no processo de registro. Como Renan apresentou a lista apenas posteriormente, Toffoli decidiu remover de pauta a análise do processo, inicialmente prevista para começar nesta segunda-feira, para permitir que o TSE possa analisar a nova declaração das redes sociais do candidato e abrir prazo para que os advogados do Missão se manifeste.

Além dos perfis pessoais do candidato em redes como Instagram, TikTok, Youtube e Facebook, o partido também apresentou outros endereços ligados ao candidato, como o perfil “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”.

Renan Santos afirma que suas redes sociais foram registradas junto ao TSE.

— Estão querendo enquadrar minha campanha como uma que está basicamente abusando do poder econômico. Isso é muito bizarro. Minha campanha é a mais pobre entre os candidatos grandes (ao Planalto). Disponho apenas de vaquinha e doações privadas. Não tenho tempo de TV, fundo partidário ou eleitoral — disse.

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