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A cinco dias do primeiro turno, a nova rodada de pesquisas estaduais da Quaest mostra uma eleição presidencial com diferenças regionais marcadas. Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal; Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em Pernambuco e tem vantagem numérica em Minas Gerais, onde os dois estão tecnicamente empatados.
O retrato é especialmente relevante porque São Paulo, Minas e Rio concentram os três maiores eleitorados do país. Neles, não há um padrão único: Flávio lidera em dois, enquanto Minas permanece como o principal terreno de equilíbrio entre as duas candidaturas.
Os levantamentos foram encomendados pela Globo e realizados entre 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais locais pesquisados.

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São Paulo amplia vantagem de Flávio
No maior colégio eleitoral do país, Flávio chega a 36%, contra 30% de Lula. A diferença, que era de três pontos na rodada de 23 de setembro, passou para seis. O movimento ocorreu com avanço de dois pontos de Flávio, de 34% para 36%, enquanto Lula oscilou de 31% para 30%.
O segundo turno amplia a distância entre os dois no estado. Flávio teria 43% e Lula, 35%.
São Paulo aparece, assim, como um dos estados em que Flávio entra na reta final com posição mais favorável. Ao mesmo tempo, o volume de indecisos continua relevante e impede tratar o cenário como consolidado. A Quaest entrevistou 1.800 pessoas no estado. A pesquisa está registrada sob o número BR-05155/2026.
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Minas continua sendo ponto de equilíbrio
Minas Gerais apresenta o cenário mais apertado entre os três maiores colégios eleitorais. Lula registra 35%, contra 31% de Flávio. A diferença de quatro pontos está dentro do intervalo da margem de erro, de três pontos percentuais para cada lado, configurando empate técnico.
Em relação à rodada anterior, Lula permaneceu com 35%, enquanto Flávio oscilou de 30% para 31%.
No eventual segundo turno, o equilíbrio fica ainda mais evidente, com Lula registrando 41% e Flávio, 40%.
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Minas mantém, portanto, a característica de estado-chave para os dois campos. Nenhum dos candidatos conseguiu até agora construir a distância observada em São Paulo, Rio ou Pernambuco. Foram entrevistados 1.506 eleitores. A pesquisa está registrada sob o número BR-05155/2026.
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Rio mantém vantagem de Flávio
No Rio de Janeiro, Flávio registra 38%, ante 31% de Lula. A diferença é de sete pontos percentuais.
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Os dois oscilaram um ponto para cima desde 23 de setembro. Flávio passou de 37% para 38%, enquanto Lula foi de 30% para 31%. A distância entre eles, portanto, permaneceu igual. Há ainda 11% de indecisos e outros 11% que declaram voto branco, nulo ou dizem que não irão votar.
A vantagem de Flávio cresce em uma simulação de segundo turno: são 44% para o senador e 34% para Lula.
O Rio representa, entre os estados pesquisados, uma das bases mais consistentes de Flávio nesta reta final, sem uma mudança expressiva em relação à rodada anterior. A Quaest ouviu 1.302 pessoas no estado. O levantamento foi registrado sob o número BR-03534/2026.
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Pernambuco é o contraponto
Se São Paulo e Rio favorecem Flávio, Pernambuco mostra o cenário mais desequilibrado em favor de Lula. O presidente aparece com 58% das intenções de voto, contra 20% do candidato do PL. A distância chega a 38 pontos.
Além de liderar, Lula ampliou sua vantagem desde a rodada anterior. Ele passou de 54% para 58%, enquanto Flávio oscilou de 21% para 20%.
No segundo turno, a diferença aumenta ainda mais, e Lula registra 61%, contra 24% de Flávio.
Pernambuco é, portanto, o estado que mais destoa do desenho observado no Sudeste nesta rodada e mostra a força de Lula em um reduto tradicionalmente favorável ao PT. A pesquisa ouviu 1.302 eleitores e está registrada sob o número BR-08289/2026.
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Flávio cresce cinco pontos no Distrito Federal
O maior movimento entre as duas rodadas aparece no Distrito Federal. Flávio passou de 33% para 38%, um avanço de cinco pontos percentuais. Lula permaneceu estável em 32%.
Com isso, a diferença entre eles aumentou de um para seis pontos. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, o resultado está no limite do empate técnico.
No segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 48%, contra 37% de Lula. Foram ouvidas 1.104 pessoas no Distrito Federal. O levantamento está registrado sob o número BR-00531/2026.
Um mapa eleitoral pouco uniforme
A rodada mostra que a disputa nacional se apoia em bases geográficas bastante diferentes. Flávio chega à reta final com vantagem em São Paulo e Rio, dois dos três maiores colégios eleitorais, e também cresce de forma expressiva no Distrito Federal. Lula, por outro lado, mantém domínio amplo em Pernambuco e segue competitivo em Minas, onde o cenário permanece aberto.
O segundo turno reforça essa divisão. Flávio aparece à frente em São Paulo, Rio e Distrito Federal; Lula lidera em Pernambuco; e Minas continua praticamente dividida.
Também chama atenção o espaço ainda disponível entre eleitores sem escolha definida. Os indecisos variam de 8% no Distrito Federal a 14% em Minas Gerais, justamente o estado em que a diferença entre Lula e Flávio é menor.
A fotografia da Quaest sugere que a disputa nacional não está sendo decidida de forma homogênea pelo país. Flávio depende de ampliar sua vantagem nos grandes centros do Sudeste, enquanto Lula combina competitividade em Minas com uma margem muito mais larga no Nordeste.