Quaest: Em meio à crise no STF, preocupação com corrupção aumenta em eleitores

Pela segunda vez no mês, a parcela daqueles que classificam corrupção como a maior preocupação no Brasil aumentou

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Em meio à crise institucional no Supremo Tribunal Federal envolvendo as investigações sobre Daniel Vorcaro, a pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra o avanço da preocupação do eleitorado com a corrupção no país.

Pela segunda vez no mês, a parcela daqueles que classificam corrupção como a maior preocupação no Brasil aumentou, alcançando 22% do eleitorado. Em 7 de setembro, o grupo representava 20% das respostas, enquanto na pesquisa de 7 de setembro somavam 14%.

A divulgação da pesquisa ocorre um dia antes do STF iniciar, nesta terça-feira (15), um julgamento em plenário para decidir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, após mensagens no celular de Daniel Vorcaro revelarem uma suposta relação com o magistrado.

A sessão envolvera os dez ministros da Corte, que avaliarão se as informações contidas nas investigações do Banco Master configuram indícios suficientes para instaurar uma apuração contra Moraes.

Para chegar neste resultado, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o país. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral pelo número BR-03607/2026.

Pressão pelo cancelamento

Durante o fim de semana, ministros do STF aumentaram a pressão sobre o presidente da Corte, Edson Fachin, para que seja adiado o julgamento.

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De um lado, ministros próximos a Moraes fizeram uma investida de ofícios protocolados para ter acesso aos dados do celular de Vorcaro, pedido que havia sido negado por André Mendonça, que até semana passada relatava o processo envolvendo as mensagens que mencionavam Moraes.

A investida de Cristiano Zanin e Gilmar Mendes motivou Fachin a estabelecer no domingo (13) um prazo até às 23 horas para que a Polícia Federal apresentasse informações sobre o aparelho celular de Vorcaro. Os documentos foram entregues aos ministros no início da manhã desta segunda-feira (14).

No mesmo dia, Fachin retirou André Mendonça da relatoria do processo que reúne o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes e assumiu a condução do caso.

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No domingo (13), Mendonça reforçou a posição contrária. O ministro afirmou que abrir o celular neste momento poderia “tumultuar” o julgamento, prejudicar as investigações do Master e deslocar o foco da discussão que será feita pelo plenário.

A pressão pelo adiamento também tem partido de ministros que apoiam a abertura de uma investigação contra Moraes. No bastidor, a avaliação é que o julgamento público desta semana pode contaminar o primeiro turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro.

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Caio César
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