PMDB vai seguir posição do governo sobre o mínimo, diz Michel Temer

No entanto, o vice-presidente não descartou a hipótese de que o Congresso pressione por um valor acima de R$ 540

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SÃO PAULO – O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira (6) que o PMDB deve seguir a posição do governo de manter o salário mínimo em R$ 540, caso este seja o valor possível a ser dado.

No entanto, o agora licenciado presidente do principal partido da base aliada de Dilma não descartou a hipótese de o Congresso pressionar por um valor maior do mínimo. “Os partidos querem dar o maior salário mínimo possível aos trabalhadores. Querem verificar a possibilidade de um aumento na proposta inaugural do governo”, afirmou.

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Propostas e mediação
Confirmando a tese de Temer, mas contrariando o que ele disse a respeito do PMDB, seu colega de legenda, Eduardo Cunha (RJ) pretende propor uma emenda que fixe o mínimo em R$ 560 e uma outra que modifique a tramitação dos vetos no Congresso, a fim de que não se concretize a ameaça do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de barrar qualquer proposta do mínimo diferente de R$ 540.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), por sua vez, quer propor um mínimo de R$ 580.

“Todo mundo sabe que R$ 540 é um valor político a ser negociado e essa negociação vai ocorrer de qualquer forma. Se vai ser R$ 545, R$ 560, R$ 580 ou R$ 600 ninguém sabe. O Congresso é soberano e vai decidir”, afirmou o deputado Cunha, de acordo com a Agência Câmara.

O também correligionário de Temer e ministro da Previdência, Garibaldi Alves, por sua vez, se ofereceu como mediador para o acordo em torno do mínimo. “Estou investido, aliás eu me investi desse papel de moderador nessa hora, uma vez que não recebi essa delegação de ninguém, porque eu sei o que representa para a Previdência esses números”, disse ele, referindo-se ao fato de que um valor maior do que R$ 540 do piso salarial pode sobrecarregar ainda mais os cofres de sua pasta.