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Uma nova leva de vazamentos de materiais obtidos pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre as fraudes no INSS revela uma suposta troca de mensagens entre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a empresária Roberta Luchsinger, que mencionaria reuniões e tratativas de negócios.
As conversas teriam sido encontradas no celular de Roberta, apreendido durante as investigações sobre descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.
O conteúdo foi divulgado nesta segunda-feira (17) pelo site Metrópoles e pela emissora CNN Brasil. As mensagens integram os elementos que levaram a PF a solicitar a abertura de um novo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo pessoas com acesso ao governo federal. A investigação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Roberta é investigada sob a suspeita de usar sua proximidade com Fábio Luís para intermediar interesses privados junto ao governo. Ela também trabalhou com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos investigados no caso dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

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Reuniões aparecem nas conversas
Em uma troca de mensagens de 22 de março de 2024, divulgada pelo Metrópoles, Fábio Luís menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que à época ocupava a chefia de gabinete da Presidência da República, e com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.
A PF também apura pagamentos que teriam sido feitos por Roberta em favor de Marcola enquanto ele trabalhava na Presidência. O material apreendido contém ainda referências a uma possível intermediação para a compra de joias, além de imagens das peças.
Marcola permaneceu na chefia de gabinete durante o atual mandato de Lula e deixou o cargo em 21 de julho deste ano.
Outra conversa obtida pelos investigadores menciona a Telebras. Roberta avisou Fábio Luís de que uma pessoa estaria utilizando o nome dele em uma tentativa de negociação com a estatal.
“Já desmentiu?”, perguntou o filho do presidente, segundo mensagem publicada pelo Metrópoles. Roberta respondeu que havia negado a informação ao interlocutor.
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Outras investigações
Fábio Luís é alvo atualmente de três inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. Dois foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF, e um pelo ministro Flávio Dino.
Entre os temas investigados está uma suposta atuação junto ao Ministério da Saúde em negociações relacionadas à autorização para comercialização de produtos à base de cannabis. Ele nega irregularidades.
A existência dos inquéritos e das mensagens não significa que as suspeitas tenham sido comprovadas. As investigações buscam esclarecer a natureza das relações e das tratativas identificadas pelos investigadores.
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Guilherme Suguimori Santos, advogado de Fábio Luís, afirmou que não comentará o mérito de mensagens divulgadas parcialmente antes de ter acesso ao conjunto das provas.
“Não podemos discutir recortes vazados, selecionados e divulgados parcialmente – o exato oposto do que ocorre em um processo, que garante a verificação de integridade e legalidade de provas, sua origem e o acesso ao todo e às fontes antes de discussão de mérito. Essa discussão deverá ocorrer no foro adequado do processo penal, não em adiantamento à imprensa”, afirmou.
A defesa também pediu a apuração da divulgação de material sob sigilo. Segundo o advogado, eventuais vazamentos podem configurar violação de sigilo e precisam ter a autoria investigada.
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“Já quanto aos vazamentos em si, o que revelam de mais grave é o possível cometimento de crimes de violação de sigilo que precisam ser apurados, pois a autoria poderia indicar direcionamento, parcialidade e contaminação política do próprio procedimento investigativo”, completou.