Pesquisa Quaest mostra Executivo e STF no topo da rejeição entre os Poderes

Levantamento indica que governo Lula lidera avaliações negativas, enquanto Supremo registra maior oscilação positiva desde julho

Marina Verenicz

Soldados da guarda presidencial no Palácio do Planalto, enquanto a sede do Supremo Tribunal Federal é vista ao fundo, em Brasília, Brasil, 31 de julho de 2025. REUTERS/Adriano Machado
Soldados da guarda presidencial no Palácio do Planalto, enquanto a sede do Supremo Tribunal Federal é vista ao fundo, em Brasília, Brasil, 31 de julho de 2025. REUTERS/Adriano Machado

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A mais recente rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta sexta-feira (19), mostra um quadro de desconfiança generalizada da população em relação às principais instituições da República, com avaliações negativas concentradas sobretudo no Executivo e no Judiciário.

Segundo o levantamento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como o poder mais mal avaliado no momento. Ao todo, 38% dos entrevistados classificam a atuação do governo federal como negativa, enquanto 34% fazem uma avaliação positiva. Outros 25% consideram o desempenho regular. O resultado mantém o Executivo no topo do ranking de rejeição entre os Poderes avaliados.

Na sequência aparece o Supremo Tribunal Federal. A Corte registra 36% de avaliações negativas, contra 33% de positivas e 24% de regulares. Apesar do patamar elevado de rejeição, o STF foi a instituição que apresentou a maior oscilação desde julho de 2025.

Naquele momento, as avaliações negativas somavam 32%, enquanto as positivas ficavam em 23%. Em cinco meses, o índice de aprovação subiu 10 pontos percentuais, sinalizando uma recuperação parcial de imagem, ainda que insuficiente para inverter o saldo negativo.

O Congresso Nacional mantém um quadro mais estável ao longo dos últimos meses, mas também marcado por avaliações desfavoráveis. No Senado, 33% dos entrevistados classificam a atuação como negativa, 22% como positiva e 34% como regular. Já a Câmara dos Deputados registra 36% de avaliações negativas, 20% positivas e 35% regulares.

Na leitura agregada, considerando a soma das avaliações negativas e regulares, a Câmara aparece como a instituição com pior percepção pública entre as quatro analisadas. O dado sugere não apenas rejeição, mas também um alto grau de indiferença ou falta de confiança, refletido no elevado percentual de respostas que classificam o desempenho como regular.

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A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.