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Operações da PF, chapa Dilma-Temer “livre” e PSDB desembarcando: confira o resumo político

Polícia Federal irá apurar campanha do  ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; tucanos não estão confortáveis no governo

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SÃO PAULO – O mês de junho começa agitado na esfera política. Apesar da articulação nos últimos dias, Temer não conseguiu “fugir” do interrogatório da PF (Polícia Federal), mas Fachin garantiu o “direito de ficar calado” para o presidente. E por falar na instituição policial, os agentes deflagaram duas operações nesta manhã, sendo uma focada no ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Destaque também para a solução “salomônica” para absolver a chapa Dilma-Temer. Confira tudo isso e muito mais no resumo político desta quinta-feira (1):

Temer será interrogado

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, negou na noite da última quarta-feira (31) o pedido da defesa de Michel Temer que solicitava a suspensão do interrogatório à Polícia Federal em relação ao áudio gravado entre o presidente e os donos da JBS (JBSS3).

Contudo, Fachin ressaltou que Temer terá “o direito, se assim desejar, de não responder quaisquer das perguntas que lhes forem formuladas”, mas isso não impedirá que a Polícia Federal formule qualquer pergunta, ressaltou o ministro em seu despacho.

Foro privilegiado mais brando

Ainda sobre quarta-feira, o Senado aprovou, por unanimidade, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o foro privilegiado por prerrogativa de função, incluindo também integrantes do poder judiciário e do Ministério Público. Como a aprovação foi em segundo turno, a matéria segue agora para a Câmara.

Do texto original, houve uma mudança bastante importante. Caso aprovada, os congressistas não poderão ser presos antes do trânsito em julgado, mantendo essa “proteção” aos congressistas.

Chapa Dilma-Temer livre?

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Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, ganhou força no Congresso e no Poder Judiciário a aposta de que o Tribunal pode adotar uma solução “salomônica” e absolver a chapa Dilma-Temer, que será julgada na próxima terça-feira (6).

Segundo a publicação, os ministros não devem acolher a tese de separação das contas de 2014, mas sim a de que a ação teve seu objeto excessivamente ampliado durante o processo. Deste modo, haveria brecha para o argumento de que a acusação inicial não é forte o suficiente para condenação.

Operações da Polícia Federal

Nesta manhã, a Polícia Federal deflagrou duas operações. A primeira, intitulada como Operação Cifra Oculta, tem como objetivo apurar crimes eleitorais e lavagem de dinheiro relacionados à campanha de Fernando Haddad em 2012 para a prefeitura da cidade de São Paulo. A operação é um desdobramento da Lava Jato.

Por falar em Lava Jato, foi deflagrada também a Operação Ratatouille, com a finalidade de desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos destinados ao fornecimento de merenda escolar e alimentação de detentos nos presídios no estado do Rio de Janeiro, tendo como contrapartida o pagamento de propina a autoridades públicas.

Direitos mantidos

O presidente Michel Temer reeditou a MP (Medida Provisória) que trata da estrutura dos ministérios e, no final do dia, viabiliza a permanência de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Como a MP perderia a validade nesta semana, o presidente editou uma nova e revogou a medida formulada em fevereiro.

PSDB vai ou fica?

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Seguindo com os rumores de quarta-feira, de acordo com matéria publicada pelo Valor Econômico, o PSDB paulista fez uma convocação de uma reunião para propor o rompimento com o governo Temer. O encontro, que está sendo chamado de “super reunião ampliada”, será liderado pelo deputado estadual Pedro Tobias ( presidente do diretório paulista da sigla) e tem como objetivo avaliar se desembarcar do governo é uma melhor alternativa para enfrentar o atual caos político.

Reforma Trabalhista

Para finalizar, o Plenário aprovou na quarta-feira o requerimento do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) para que a tramitação do projeto que trata da reforma trabalhista seja modificada. Após a deliberação da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), a matéria agora seguirá para a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e, finalmente, para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).