Número de mortos no Rio Grande do Sul vai a 161; nível do Guaíba baixa para 4,07m

A Defesa Civil informou, ainda, que o número de pessoas desaparecidas é de 85 e há 806 feridos; nível das águas do lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), voltou a cair, chegando a 4,07m nesta terça-feira (21)

Fábio Matos

Enchentes castigam o Rio Grande do Sul, na maior tragédia climática da história do estado (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou, na manhã desta terça-feira (21), os números da maior tragédia climática da história do estado. De acordo com o novo boletim das autoridades gaúchas, o total de mortes desde o início das enchentes, no fim de abril, subiu de 157 para 161.

A Defesa Civil informou, ainda, que o número de pessoas desaparecidas é de 85 até o momento. Há 806 feridos.

Segundo os dados da Defesa Civil, o total de pessoas que tiveram de deixar suas residências ultrapassa 654 mil, das quais 72,5 mil estão em abrigos e 581,6 mil, em casas de amigos ou parentes (tecnicamente, são considerados “desalojados”).

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Até agora, 464 dos 497 municípios do estado foram afetados, de alguma forma, pelas enchentes. Ao todo, são mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas.

Veja os números da tragédia no Rio Grande do Sul até aqui:

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Nível do Guaíba recua para 4,07m

Com a trégua das chuvas nos últimos dias, o nível das águas do lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), voltou a recuar, chegando a 4,07 metros em medição realizada às 9h15 desta terça-feira (21).

Na noite de domingo (19), às 22h45, o patamar era de 4,24 metros, de acordo com a medição da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no Cais Mauá.

O nível do Guaíba continua acima da chamada “cota de inundação”, que é de 3 metros.

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O pico histórico das águas do Guaíba foi registrado no início do mês, quando o lago bateu 5,33 metros. Antes das enchentes históricas de abril e maio de 2024, a maior tragédia deste tipo em Porto Alegre havia ocorrido em 1941. Na época, o índice máximo alcançado pelas águas do Guaíba foi de 4,76 metros.

Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”