Ministro do MDIC nega nova restrição da UE ao comércio com o Brasil

No entanto, país permanece fora da nova lista de fornecedores aptos a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco a partir de setembro

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, relatou nesta quinta-feira (27), que eventual nova restrição da União Europeia ao comércio com o Brasil não deverá ser efetivada. Porém, em caso eventual imposição adicional, o imbróglio será superado, na avaliação dele. Ele foi questionado sobre o tema em coletiva de imprensa.

“A expectativa do Ministério da Agricultura é favorável, é boa. Ele Ministério acha que não vai acontecer nenhuma imposição, uma outra imposição de restrições ao comércio com o Brasil. Ou, se ocorrer, a imposição será superada. Quando tecnicamente for verificada, todos vão saber que não há necessidade ou razão alguma para as restrições. O Brasil dialoga com a União Europeia de uma maneira muito proativa”, disse Elias Rosa.

O Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) noticiou na semana passada que a União Europeia (UE) faria uma auditoria na produção brasileira de frangos e mel, com objetivo de averiguar os controles do País sobre o uso de antimicrobianos na produção exportada à UE. A medida ocorre após o Brasil ter sido retirado da lista de fornecedores de carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu.

O Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor de forma provisória em maio de 2026. Márcio Elias Rosa disse que a fase atual é de aperfeiçoamento e adaptação. “Esses momentos de indefinição, vamos chamar assim, são naturais nessa fase de implantação de um acordo que é um dos maiores acordos de livre comércio, tarifário, que nós já fizemos no mundo”, declarou.

A nova lista de fornecedores de carnes e produtos de origem animal aptos a exportar ao bloco europeu em cumprimento ao regulamento de antimicrobianos da UE, da qual o Brasil foi retirado, validada pela Comissão Europeia, entra em vigor em 3 de setembro.