Lula será único presidenciável com alianças; rivais disputam com chapas “puro-sangue”

Encerradas as convenções partidárias, presidente reúne sete legendas em torno da candidatura e amplia vantagem no tempo de propaganda eleitoral

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participa de uma convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), onde será oficializado como candidato a um quarto mandato na eleição presidencial de outubro, ao lado do vice-presidente e candidato Geraldo Alckmin e do candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad, em São Paulo, Brasil, em 2 de agosto de 2026. REUTERS/Alexandre Meneghini
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participa de uma convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), onde será oficializado como candidato a um quarto mandato na eleição presidencial de outubro, ao lado do vice-presidente e candidato Geraldo Alckmin e do candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad, em São Paulo, Brasil, em 2 de agosto de 2026. REUTERS/Alexandre Meneghini

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Entre todos os candidatos ao Palácio do Planalto, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu formar uma coligação com outras legendas para a disputa de outubro. Os demais disputarão a eleição em chapas compostas exclusivamente por filiados de seus próprios partidos.

A configuração fortalece a campanha do petista em um dos principais ativos da corrida eleitoral, que é o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão. Com o apoio de outras siglas, Lula terá a maior exposição entre os candidatos durante o horário eleitoral.

A chapa de reeleição reúne Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, além do apoio formal de PT, PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede e PDT.

Centro preferiu neutralidade

O isolamento dos demais candidatos reflete, sobretudo, a estratégia adotada pelos principais partidos de centro. Republicanos, União Brasil e Podemos decidiram não integrar nenhuma candidatura presidencial neste primeiro momento.

A opção preserva a autonomia das legendas para construir alianças diferentes nas disputas estaduais e evita conflitos internos entre diretórios regionais que apoiam candidatos de campos políticos distintos.

Na prática, a neutralidade dessas siglas inviabilizou a formação de coligações mais amplas tanto para a direita quanto para candidaturas alternativas ao PT.

Flávio não rompeu isolamento

O principal prejudicado por esse movimento foi Flávio Bolsonaro (PL). Ao longo da pré-campanha, o senador buscou atrair partidos de centro e chegou a negociar uma composição com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), além de tentar aproximações com nomes ligados ao Republicanos e ao Podemos. Nenhuma das articulações prosperou.

Sem novos aliados, o PL confirmou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente, formando uma chapa exclusivamente partidária.

A composição garante ao senador a segunda maior fatia do horário eleitoral, mas abaixo da estrutura montada pela campanha de Lula.

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Tendência se repetiu

O modelo de chapa “puro-sangue” também foi adotado pelos demais concorrentes ao Planalto. Ronaldo Caiado (PSD) escolheu o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice. Romeu Zema (Novo) confirmou Eduardo Girão, também filiado ao Novo. Renan Santos (Missão) terá Aroldo Medina como companheiro de chapa.

Ao fim das convenções, as 11 candidaturas adversárias de Lula chegaram à disputa presidencial sem alianças formais entre partidos.