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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (29), que mandará novamente ao Senado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para pleitear uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
A declaração ocorreu durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe. Na ocasião, Lula pontuou que a derrota sofrida por Messias anteriormente no plenário do Senado se deu por razões políticas e disse que, ao reenviar o nome, estará cumprindo sua prerrogativa como presidente.
A indicação de Messias foi rejeitada para o STF por 42 votos a 34, em 29 de abril. Na ocasião, o advogado-geral da União havia passado por uma sabatina de quase 8 horas na Comissão de Constituição e Justiça, onde recebeu 16 votos favoráveis à sua condução à cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
Lula já havia antecipado no começo deste mês que iria reenviar ao Senado a indicação do AGU para a vaga, mas a ação pode ser interrompida por regimento interno do Senado que proíbe que seja votada a indicação de uma autoridade já rejeitada naquele mesmo ano.
Analistas ouvidos pelo InfoMoney em abril também avaliaram que a recusa do nome de Messias ao STF destacou pontos frágeis do governo e expôs o estremecimento da relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — que previu o exato placar da votação secreta antes da sessão ocorrer.
A menos de seis meses da eleição, há pessimismo em torno da ideia de que Lula consiga reindicar Messias antes de concluir seu mandato. Isso porque dependerá da boa vontade de Alcolumbre em pautar uma nova discussão na Casa Alta após o envio do nome.
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