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Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou que o grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante o período eleitoral deste ano definiu o Palácio do Planalto como principal alvo para um eventual ataque.
De acordo com os investigadores, os suspeitos compartilharam a planta baixa do prédio e o classificaram como “alvo primário”, além de mapear outros prédios da Esplanada dos Ministérios, área central da capital.
Conforme o chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do DF, delegado Maurílio Coelho, os investigados elaboraram um desenho da Esplanada indicando quais pastas ocupavam cada prédio, além de marcar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). A partir desse levantamento, eles buscavam definir quais seriam os chamados “alvos primários”.
— Eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário — afirmou.
As investigações também apontam que os suspeitos não se identificavam como favoráveis a um grupo político específico. Segundo Maurílio Coelho, o grupo se apresentava como contrário ao sistema político “como um todo”, sem fazer distinção entre direita, esquerda ou centro.
Segundo o delegado da Polícia Civil do DF e coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), Alessandro Barreto, as investigações começaram a partir de uma informação inicial repassada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A partir desse alerta, o Ciberlab identificou o grupo, formado por um núcleo voltado à difusão de conteúdo ideológico e outro responsável pelo planejamento operacional das ações.
Ao todo, oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, foram alvos de mandados de busca e apreensão. Entre eles está um seminarista. Conforme Coelho, a prioridade da operação foi apreender celulares e computadores para verificar o estágio do planejamento dos ataques previstos para Brasília, especialmente a existência de artefatos explosivos e de planos de execução.
