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O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi ao 5ª DP de Brasília e registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta terça-feira (9). Ele alega que foi agredido ao ser removido da cadeira da presidência da Casa.
“O tipo de orientação dele foi de um desequilibrado”, disse. Em entrevista a jornalistas, Glauber disse também que sua queixa abordará ainda a remoção da imprensa do plenário da Casa. Glauber foi examinado no departamento médico da Câmara dos Deputados e disse que sente fortes dores no braço. O deputado realizará exame de corpo de delito no IML (Instituto de Medicina Legal).

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As deputadas Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Célia Xacriabá (PSOL-MG) também registraram queixa por agressão e seguiram para o IML. Sâmia declarou que os três parlamentares acionarão a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por lesão corporal e violência política de gênero.
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“Precisa atacar as deputadas? Precisava de uma ação violenta e forçada? O senhor que sempre quis demonstrar, como se fosse um ponto de equilíbrio entre forças diferentes, isso é uma mentira”, disse Glauber após a ação da Polícia Legislativa.
Glauber também questionou Motta por não ter tomado a mesma postura quando deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam a Mesa, em agosto, como estratégia para forçar a votação da anistia. Ele declarou que, naquela ocasião, não foi cogitada uma retirada à força dos oposicionistas.
“A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1% do tratamento comigo que teve com aqueles que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara, por 48 horas, em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso País”, disse Glauber.
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Entenda o que aconteceu
Na tarde desta terça (9), o deputado Glauber Braga ocupou a cadeira da Presidência da Câmara dos Deputados em protesto contra a decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar para hoje a sessão que analisará sua cassação.
A transmissão institucional da Câmara foi imediatamente interrompida no momento em que Braga assumiu a cadeira. Em seguida, jornalistas que acompanhavam a sessão foram orientados a deixar o plenário.
Pouco tempo depois, o deputado foi retirado da mesa à força pela Polícia Legislativa.
Reação de Hugo Motta
Após ordenar a ação da Polícia Legislativa, Hugo Motta se pronunciou nas redes sociais e, em seguida, no plenário da Câmara. Ele criticou a ação e disse que ato “não intimida a Casa”.
Motta classificou o gesto como uma tentativa de “intimidar a instituição”, mas disse que a reação não surtirá efeito sobre o rito das cassações em curso. Segundo ele, a Casa seguirá com o cronograma já anunciado, incluindo as análises dos processos contra Glauber, Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Ele também disse que “a Câmara não se curvará a este tipo de conduta, nem hoje, nem nunca”. Em agosto, parlamentares de oposição ocuparam a mesa diretora da Câmara por 48 horas em um motim contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e não foram removidos à força.
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*Com informações do Estadão Conteúdo.