Flávio ganha 8 pontos em 17 dias e encosta em Lula na Atlas; de onde veio o avanço?

Senador vai de 33,7% para 41,7% desde o fim de agosto, enquanto presidente permanece na faixa dos 43% a 44%

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) avançou oito pontos percentuais em pouco mais de duas semanas e reduziu de forma expressiva a distância para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, segundo a série mais recente da AtlasIntel/Bloomberg.

Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17), Lula aparece com 44,1% das intenções de voto no primeiro turno, contra 41,7% de Flávio. A diferença entre os dois caiu para 2,4 pontos percentuais.

No fim de agosto, o quadro era bastante diferente. Lula registrava 43,4%, enquanto Flávio tinha 33,7%, uma distância nominal de 9,7 pontos. Desde então, o presidente oscilou 0,7 ponto para cima, enquanto o senador avançou oito pontos.

A trajetória recente mostra que o estreitamento da disputa ocorreu principalmente pela expansão do voto em Flávio, e não por uma perda equivalente de Lula.

Na rodada divulgada em 10 de setembro, Lula tinha 43% e Flávio, 37,4%. Em uma semana, o senador ganhou outros 4,3 pontos, enquanto o petista avançou 1,1 ponto. A distância, que já havia caído para 5,6 pontos, foi reduzida novamente.

Disputa fica mais concentrada

O avanço de Flávio ocorre ao mesmo tempo em que candidatos que disputavam a terceira colocação perderam espaço. Augusto Cury (Avante), que tinha 6,6% na pesquisa de 10 de setembro, caiu para 3,5% na nova rodada. Renan Santos (Missão) passou de 6,5% para 5,1%.

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Somados, Cury e Renan tinham 13,1% na pesquisa anterior. Agora, acumulam 8,6%. No mesmo período, Flávio cresceu 4,3 pontos.

A série, então, revela uma corrida mais concentrada em Lula e Flávio. Juntos, os dois alcançam agora 85,8% das intenções de voto no primeiro turno.

No fim de agosto, a soma era de 77,1%. Em menos de três semanas, portanto, a participação conjunta dos dois principais candidatos cresceu 8,7 pontos percentuais.

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Flávio cresce sem reduzir rejeição

A aproximação de Flávio acontece apesar de sua rejeição permanecer elevada. Na nova AtlasIntel, 50,2% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum no senador. Lula registra índice ainda maior, de 52%.

Na rodada anterior, Flávio tinha rejeição de 49,6%. A oscilação de menos de um ponto indica que o crescimento na intenção de voto não foi acompanhado, até agora, de uma redução de sua resistência entre os eleitores.

Lula também permanece próximo do patamar registrado anteriormente. A rejeição ao presidente estava em 52,5% e agora aparece em 52%.

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O dado reforça uma característica da disputa mostrada pela própria pesquisa. O crescimento da concentração de votos nos dois principais candidatos ocorre ao mesmo tempo em que ambos são rejeitados por cerca de metade do eleitorado.

Segundo turno já está empatado

O movimento do primeiro turno aproxima um cenário que, no confronto direto, já aparece tecnicamente empatado. Flávio registra 47,2% contra 46,8% de Lula em uma eventual segunda etapa. A diferença de 0,4 ponto está dentro da margem de erro de um ponto percentual. Nos votos válidos, o senador tem 50,2% e o presidente, 49,8%.

Na pesquisa anterior, Flávio já aparecia numericamente à frente, com 46,4%, diante de 46,2% de Lula. O quadro também configurava empate técnico.

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A maior mudança recente, portanto, ocorreu no primeiro turno. Enquanto o segundo turno já mostrava equilíbrio, Flávio reduziu em poucos dias uma vantagem de quase dez pontos que Lula mantinha no fim de agosto.

A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.018 pessoas entre 11 e 16 de setembro. A pesquisa foi realizada por recrutamento digital aleatório, tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026.

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Marina Verenicz
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