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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta terça-feira (23), no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada na posse de um agente militar durante uma blitz realizada na semana passada. As informações são do g1.
A coleta do depoimento foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, na presença dos advogados que representam o ex-presidente.

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Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, em relato divulgado pelo g1, o depoimento de Bolsonaro teria durado cerca de cinco minutos. No relato, o ex-presidente teria repetido a versão dos fatos já apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), de que teria pedido ajuda ao militar da segurança presidencial para averiguar um mau funcionamento na arma, que apresentava defeito.
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O ex-presidente salientou, no entanto, que não solicitou ao militar que removesse o armamento do condomínio em que cumpre prisão domiciliar e o levasse para conserto, mas sim que averiguasse o funcionamento da pistola no local.
O advogado ainda destacou que o caso não deve impactar negativamente a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que decide se prorroga ou não a duração da prisão domiciliar do ex-presidente.