Eduardo Bolsonaro diz que Motta é “bonequinha de Moraes” após aviso sobre faltas

Deputado federal, que está nos EUA desde março, foi notificado nesta semana por ter ultrapassado o limite de faltas necessário para a abertura de um processo de cassação

Caio César

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu, nesta quinta-feira (11), à notificação enviada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informando que ele atingiu o número de faltas que pode levar à perda do mandato.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo chamou Motta de “bonequinha” de Alexandre de Moraes e o acusou de ceder às ameaças do ministro do STF.

“Você poderia escolher entre a desonra e a guerra. E você, Hugo Motta, escolheu a desonra. Ainda terá a guerra”, disse Bolsonaro. “Eu só tenho o número de faltas suficientes para a cassação do meu mandato porque o senhor não reconhece o estado de perseguição que eu sofro, porque prefere cerrar fileiras com Alexandre de Moraes, cedendo às ameaças dele. […] Eu não entendo a sanha que essas pessoas têm de serem bonequinhas de Moraes”

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Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde março deste ano, alegando que ele e sua família sofrem perseguição judicial promovida por Moraes.

Antes da viagem, o deputado já estava na mira do Judiciário devido aos desdobramentos da investigação sobre a trama golpista, mas o caso ganhou novos contornos após Eduardo usar a estadia para articular sanções dos EUA contra o Brasil e figuras políticas, na tentativa de pressionar o STF no julgamento contra Jair Bolsonaro.

Eduardo também lamentou a possível perda do mandato, conquistado com mais de 700 mil votos.

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No mesmo vídeo, o parlamentar criticou o relator do projeto de lei da dosimetria, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a quem chamou de “fantoche do ministro”, em tom semelhante aos ataques dirigidos a Motta.

Se aprovado no Senado, o projeto que reduz drasticamente as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro pode beneficiar grandes figuras da trama, incluindo Jair Bolsonaro.

Embora favoreça seu pai, a aprovação do texto enterraria o principal objetivo de Eduardo nos Estados Unidos: a aprovação de uma anistia ampla que permitiria o retorno eleitoral do ex-presidente em 2026.