Economia não será decisiva para ganhar ou perder eleição, diz Haddad

Titular da Fazenda afirma que economia não garante vitória ou derrota em 2026 e usa Bolsonaro como exemplo de como a política se tornou mais imprevisível

Caio César

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de entrevista coletiva à imprensa em Brasília
28/08/2025
REUTERS/Jorge Silva
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de entrevista coletiva à imprensa em Brasília 28/08/2025 REUTERS/Jorge Silva

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o impacto da economia nas próximas eleições ao redor do mundo e destacou que o tema não deve ser decisivo para a disputa presidencial de 2026.

Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19), Haddad reconheceu que a economia é uma das maiores preocupações do eleitorado brasileiro, mas disse não acreditar que, por si só, o tema seja suficiente para determinar a derrota ou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou. “Acredito que toda a fase mais extremista gera esse tipo de instabilidade emocional; as pessoas ficam mais suscetíveis à notícia do dia”.

Haddad disse que a mudança rápida de humor do eleitorado diante das notícias diárias é um fator que pode beneficiar “candidatos improváveis” e impulsionar nomes pouco conhecidos na política ou com projetos de governo pouco claros.

“Isso garante a ‘chama acesa’ dos candidatos mais improváveis, daqueles que falam: ‘Se Bolsonaro foi eleito, por que eu não seria?’. Se o Bolsonaro chegou à Presidência da República, qualquer ser humano está habilitado a ser imperador do Brasil”, afirmou o ministro.