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Ibovespa Futuro cai com foco em Haddad e tensão tarifária dos EUA

Investidores avaliam redução pelo FMI da perspectiva de crescimento do Brasil este ano

Felipe Moreira

Painel eletrônico na B3. REUTERS/Alexandre Meneghini
Painel eletrônico na B3. REUTERS/Alexandre Meneghini

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O Ibovespa futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (19), com investidores acompanhando entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto avaliam redução pelo FMI da perspectiva de crescimento do Brasil este ano e novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos devido à Groenlândia. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato para fevereiro recuava 0,39%, a 165.850 pontos.

Haddad dará entrevista ao vivo para o Canal UOL a partir das 11h, de acordo com sua agenda, em meio às disputas envolvendo a liquidação do banco Master, à perspectiva de sua saída do ministério e a questões sobre a política fiscal.

Já o Fundo Monetário Internacional, na atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global, reduziu a projeção de crescimento do Brasil em 2026, mas melhorou ligeiramente as contas para 2025 e 2027.

As projeções do mercado para a inflação em 2026 recuaram pela segunda semana consecutiva, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (19).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas extras a produtos importados de oito países europeus caso os EUA não sejam autorizados a comprar a Groenlândia.

Países da União Europeia criticaram as ameaças de tarifas, classificando-as como uma forma de chantagem. A França sugeriu adotar uma série de medidas econômicas de retaliação que nunca haviam sido testadas antes. Tanto a UE quanto o Reino Unido firmaram acordos comerciais com os EUA no ano passado.

Diante disso, as ações globais e o dólar caíam, enquanto os preços do ouro e da prata subiram para níveis recordes. Já o petróleo recuava devido a preocupações sobre como uma possível guerra comercial entre os EUA e a Europa poderia afetar o crescimento econômico global e a demanda.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,89%, Nasdaq Futuro recuava 1,58% e o S&P 500 Futuro tinha baixa de 1,14%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar à vista subia 0,08%, a R$ 5,377 na venda. O dólar futuro operava com alta de 0,14%, a R$ 5,394.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com baixa em sua maioria, com os investidores avaliando as ameaças de Trump em relação à Groenlândia durante o fim de semana, bem como os dados da China divulgados nesta segunda.

O PIB da China superou ligeiramente as previsões, registrando um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior, embora as vendas no varejo decepcionantes em dezembro tenham evidenciado a fragilidade da demanda interna.

Os mercados europeus operam em baixa, com a repercussão da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas sobre diversos países europeus caso se oponham à sua proposta de compra da Groenlândia.

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As tarifas propostas teriam como alvo a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, disse Trump. Líderes europeus afirmaram que as tarifas eram “inaceitáveis” e prometeram apoiar a Dinamarca.

Os preços do petróleo operam em baixa, com o arrefecimento das tensões em relação ao Irã e com a aversão ao risco nos mercados em geral, em resposta à pressão do presidente Donald Trump para anexar a Groenlândia.

As cotações do minério de ferro na China recuaram para mínimas de duas semanas, após uma série de dados fracos do mercado imobiliário chinês, aumentando as preocupações com a demanda pelo principal ingrediente da siderurgia.

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(Com Reuters)