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Dólar hoje fecha em queda, a R$ 5,36, com possíveis tarifas dos EUA contra Europa

Na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3733, em alta de 0,09%.

Felipe Moreira

(Valter Campanato/Agência Brasil)
(Valter Campanato/Agência Brasil)

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O dólar encerrou a segunda-feira (19) em queda de 0,16%, a R$ 5,3647, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 10% sobre países europeus que se opõem aos seus planos de tomar a Groenlândia. Além disso, a sessão foi marcada por liquidez reduzida por conta de um feriado nos Estados Unidos. Internamente, os agentes aguardam por entrevista ao vivo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Uol a partir das 11h.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou o dia em leve baixa de 0,16%, aos R$5,3647. No ano, a divisa acumula queda de 2,26%.

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Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,10% na B3, aos R$ 5,3810, tendo movimentado apenas cerca de 90 mil contratos, bem menos que a média para o horário.

Na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3733, em alta de 0,09%.

Dólar comercial

O que aconteceu com dólar hoje?

O feriado do Dia de Martin Luther King manteve a bolsa fechada nos Estados Unidos, o que reduziu a liquidez ao redor do mundo, incluindo nos mercados de moedas.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de aplicar novas tarifas comerciais sobre produtos de oito países europeus, até que os norte-americanos tenham permissão para comprar a Groenlândia, hoje ligada à Dinamarca.

No domingo, embaixadores da União Europeia disseram que preparam medidas de retaliação aos EUA.

Neste cenário, os investidores globais procuraram nesta segunda-feira a proteção de outras moedas fortes, como o franco suíço, o euro e a libra, em detrimento do dólar. Às 17h14, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,08%, a 99,067.

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“O dólar (DXY) cai globalmente por um pouco de correção e um pouco (de) reflexo deste movimento do (presidente) Trump, que vai minando aos poucos os EUA como referência”, disse Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, em comentário escrito.

No Brasil, após marcar a cotação máxima intradia de R$5,3831 (+0,18%) às 9h06, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,3458 (-0,51%) às 13h17.

No fim da manhã, sem efeitos maiores nas cotações, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao portal UOL que iniciou uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.

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Haddad também disse que o governo discute a ampliação do poder de fiscalização do Banco Central sobre os fundos, incorporando atribuições que hoje são da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e criticou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto. Segundo ele, o atual comandante da autarquia, Gabriel Galípolo, herdou problemas como a fraude no Banco Master.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.

(Com Reuters e Bloomberg)