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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “autoritária, desproporcional e uma clara interferência no jogo político” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que o impede de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias.
Nesta segunda-feira (13), Moraes determinou que Flávio fosse proibido de visitar o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar temporária em Brasília, pelo período de 90 dias. A decisão foi tomada após o senador divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente reforça que Flávio seria seu representante político nas eleições de 2026.
Na decisão, Moraes destacou que uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro era justamente a proibição do uso das redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.

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Decisão ocorre após senador divulgar carta do ex-presidente e citar apoio à sua pré-candidatura

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“Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, afirmou o ministro.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, com a medida, Flávio não poderá visitar o ex-presidente até a data da votação.
Em nota, o senador destacou que a medida “reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual por parte do STF”, que, segundo ele, estaria abandonando a necessária posição de “árbitro institucional” para atuar como adversário político de Jair Bolsonaro.
“O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais”, destacou o senador no texto. “Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei”, concluiu.