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Política

Cunha prepara “pauta-bomba” de R$ 207 bilhões como vingança ao governo

A ideia é punir o governo Dilma Rousseff pela campanha a Leonardo Picciani, reconduzido à liderança do principal partido da base aliada na semana passada, após dura disputa com Hugo Motta

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SÃO PAULO – No momento em que se discute a desvinculação dos gastos do governo como uma das medidas a provocar certo alívio nas contas públicas, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ameaça uma nova retaliação ao Planalto após sua derrota na escolha do líder do PMDB na casa. Conforme noticia o jornal O Estado de S. Paulo, o peemedebista programou uma “pauta-bomba” que pode custar R$ 207,1 bilhões em seis anos (sendo R$ 15 bilhões somente em 2017) segundo cálculos do governo, para ser votada nesta quarta-feira (24).

A ideia é punir o governo Dilma Rousseff pela campanha a Leonardo Picciani (PMDB-RJ), reconduzido à liderança do principal partido da base aliada na semana passada, após dura disputa com Hugo Motta (PMDB-PB), nome defendido por Cunha. O presidente da casa, que tenta manter seu poder de influência e sobrevivência no Legislativo como pode, promete colocar na pauta do plenário a discussão da PEC da Saúde, que propõe elevar o gasto mínimo com a área de 15% para 19,4% da Receita Corrente Líquida em seis anos — conforme texto da relatora Carmen Zanotto (PPS-SC), que ampliou o percentual originalmente fixado pelo autor do projeto, o tucano Vanderlei Macris (SP), em 18,7% em cinco anos.

O projeto vai de encontro com as intenções do governo com a DRU (Desvinculação de Receitas da União), pauta tida como prioritária para o ajuste fiscal. Conta o repórter Daniel Carvalho que a proposta foi desengavetada um ano após ter sido proposta, como forma de constranger o governo e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, que se exonerou da função para votar contra o candidato de Cunha nas eleições internas do PMDB.

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A iniciativa do desafeto do Planalto exigiu mobilizações do governo. Além da pauta-bomba, o presidente da casa deverá disputar com Picciani o comando da Comissão de Constituição e Justiça, tida como uma das principais da Câmara, e onde tramitaria eventual processo disciplinar contra ele.

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