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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), classificou como um “sucesso” a megaoperação policial que deixou mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (29), o governador afirmou que a ação representou um “duro golpe na criminalidade” e minimizou o número de vítimas, dizendo que “de vítimas lá só tivemos os policiais”.
“Fiquei feliz em ver que todos perceberam o impacto que algumas decisões judiciais tiveram no fortalecimento dessas organizações criminosas. Os governadores percebem isso claramente. Vejo como o início de um novo momento em que poderemos livrar os fluminenses, mas também os brasileiros, da criminalidade”, afirmou.
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Governadores aliados
A declaração foi dada após uma reunião no Palácio Guanabara com governadores de direita aliados: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Jorginho Mello (PL-SC) e Mauro Mendes (União Brasil-MT).
O encontro foi convocado para apresentar o balanço da operação e discutir estratégias conjuntas de combate ao crime organizado.
Castro afirmou que os colegas reconhecem o papel do Rio como epicentro das organizações criminosas interestaduais.
“Os governadores têm a percepção de que grande parte das lideranças criminosas de seus estados passa por aqui. Toda ajuda será bem-vinda, mas será técnica e ordeira, sem politicagem”, disse.
Resposta a críticas
Questionado sobre as críticas do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que sugeriu uma intervenção federal caso o estado não consiga controlar a violência, Castro reagiu de forma contundente.
“O governador desse estado e nenhuma secretaria vai ficar respondendo a ministro ou outro agente que queira transformar esse momento em uma batalha política. Quem quiser somar, será bem-vindo. Aos outros, o recado é: ou soma, ou suma. Não entraremos nessa armadilha de politizar uma das maiores ações que já houve”, afirmou.
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O governador também disse acompanhar as reuniões emergenciais em Brasília, coordenadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e aguarda a chegada de representantes do governo federal ao Rio.
“Esperamos um foco no Rio de Janeiro, de integração e de financiamento. Já que há tanta preocupação, que nos ajudem de forma concreta”, completou.
Operação letal
Deflagrada na terça-feira (28), a Operação Contenção mobilizou 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e teve como alvo o Comando Vermelho (CV).
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Segundo o governo do estado, podem haver mais de 100 mortos, sendo 4 policiais, além de outras vítimas ainda sob apuração. Os números fazem da ação a mais letal da história do Rio de Janeiro.
Foram apreendidos 72 fuzis, 9 motocicletas, uma pistola e cerca de 200 quilos de drogas. A operação ocorreu após uma série de confrontos e ataques contra forças de segurança na capital fluminense.