Briga no PL vira piada entre petistas, que promovem Michelle a “funcionária do mês”

Card circula entre apoiadores de Lula, enquanto direção petista mantém foco em desgastar adversário pelo caso Banco Master

Marina Verenicz

Reprodução redes sociais
Reprodução redes sociais

Publicidade

A crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser explorada por militantes do PT nas redes sociais, embora a direção nacional do partido tenha optado por manter distância pública do episódio.

Nos últimos dias, começou a circular entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma imagem que ironiza o desgaste enfrentado pelo principal adversário do petista na disputa presidencial.

O card apresenta Michelle como “funcionária do mês” do PT. A peça traz uma foto da ex-primeira-dama acompanhada da mensagem: “Seu trabalho faz a diferença e fortalece nosso projeto por um Brasil mais justo e igualitário”, em referência ao impacto político provocado pela disputa interna no campo bolsonarista.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Apesar da repercussão nas redes sociais, dirigentes petistas têm evitado transformar o conflito em discurso oficial. A orientação, segundo integrantes do partido, é concentrar os ataques na investigação envolvendo o Banco Master e nas denúncias relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, tema considerado mais sensível para a campanha de Flávio Bolsonaro.

A avaliação é que o desgaste entre Michelle e o senador já produz efeitos por conta própria e não exige atuação direta do PT para ampliar sua repercussão.

O conflito veio a público após Michelle divulgar um vídeo afirmando ter sido desrespeitada pelo enteado durante discussões sobre a formação dos palanques estaduais do PL. A principal divergência envolve a estratégia eleitoral do partido no Ceará, onde Flávio defendeu apoio a uma candidatura rejeitada pela ex-primeira-dama.

Na sequência, o senador publicou um pedido público de desculpas e afirmou que nunca teve a intenção de ofendê-la. O gesto, porém, não encerrou a crise, que resultou na saída de Michelle da presidência do PL Mulher nesta semana.

Pesquisas recentes indicam que o episódio repercutiu entre os eleitores. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta semana mostrou que 64,1% dos entrevistados avaliam que o desentendimento enfraquece, em algum grau, a candidatura de Flávio Bolsonaro. O mesmo levantamento apontou perda de apoio do senador entre mulheres e evangélicos, segmentos em que Michelle exerce forte influência política.