Brasil e Índia querem buscar solução pacífica para a guerra na Ucrânia

Durante encontro em Hiroshima, premiê indiano manifestou interesse em trabalhar com o Brasil em busca de solução negociada para o conflito

Agência Brasil

Presidente da RepÚblica, Luiz Inacio Lula da Silva e primeiro ministro da Índia,
Narendra Modi (Ricardo Stuckert/PR)
Presidente da RepÚblica, Luiz Inacio Lula da Silva e primeiro ministro da Índia, Narendra Modi (Ricardo Stuckert/PR)

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Brasil e Índia não são “países neutros” na guerra entre Rússia e Ucrânia, mas sim países interessados na manutenção da paz no mundo. A declaração é do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e foi feita durante encontro bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Japão, durante o encontro do G7.

Modi falou ainda sobre o interesse em trabalhar com o Brasil em busca de uma solução pacífica para o conflito. Após o encontro, Lula twittou: “estamos do lado da paz”.

O comércio entre os dois países também foi assunto da reunião. “Países da maior relevância para o desenho de uma nova geopolítica global”, afirmou Lula.

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As relações diplomáticas Brasil-Índia começaram em 1948. A Índia é o quinto maior parceiro comercial do Brasil. Em 2021, o comércio entre os dois países chegou ao maior resultado da história: US$ 15,1 bilhões. Nesse mesmo ano, o Brasil exportou mais de US$ 6 bilhões para a Índia e importou US$ 8,8 bilhões em produtos indianos.

Lula participa como convidado da reunião do G7, grupo que reúne as principais economias do mundo: Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Itália, Reino Unido e Canadá. Como último evento, está prevista uma entrevista coletiva, às 20h (horário de Brasília). Em seguida, Lula retorna ao Brasil.