AtlasIntel: Fora do bolsonarismo, Flávio ainda deixa metade da direita em disputa

Pesquisa mostra senador com 96,6% entre bolsonaristas e 45,7% entre eleitores de direita que não se identificam com o movimento

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) já praticamente consolidou o eleitorado que se identifica como bolsonarista. O desafio da campanha está entre os eleitores de direita que não se veem nesse campo.

A nova AtlasIntel bloomberg, divulgada nesta segunda-feira (31), mostra Flávio com 96,6% das intenções de voto entre os que se classificam como parte da direita bolsonarista. Entre os eleitores de direita não bolsonarista, porém, o senador tem 45,7%.

Nesse grupo, Renan Santos (Missão) aparece com 27,7%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 11,6%. Pablo Marçal (PRTB) registra 7,5%, Ronaldo Caiado (PSD), 4,2%, e Romeu Zema (Novo), 2,6%.

O recorte ajuda a explicar onde está uma das principais reservas de voto para Flávio. Há pouco espaço para crescer dentro do bolsonarismo, mas ainda existe uma parcela relevante da direita que não migrou para sua candidatura.

Esse eleitorado pode ser importante principalmente em um eventual segundo turno contra Lula (PT).

Transferência incompleta

A pesquisa também mostra que Flávio ainda não reproduz integralmente o desempenho eleitoral do pai. Num cenário hipotético de segundo turno, Jair Bolsonaro teria 44,1% contra 46,8% de Lula. Flávio aparece com 42,6%, diante de 47,1% do petista.

Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, Flávio registra 69,4% das intenções de voto.

O número é alto, mas fica bem abaixo dos 96,6% registrados entre quem hoje se declara bolsonarista. Isso indica que o eleitorado que votou em Bolsonaro em 2022 era mais amplo que o núcleo que mantém essa identidade política. Parte desses votos segue distribuída entre outros candidatos de direita.

Renan ocupa espaço importante

Renan Santos é hoje o principal concorrente de Flávio nesse segmento. Embora tenha 7,6% no cenário nacional, chega a 27,7% entre os eleitores de direita não bolsonarista. Cury também encontra espaço nesse grupo, com 11,6%.

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A fragmentação limita a capacidade de Flávio de transformar o domínio entre bolsonaristas em domínio sobre toda a direita.

No primeiro turno, o senador tem 33,7%, contra 43,4% de Lula. No segundo turno, sobe para 42,6%, enquanto o presidente registra 47,1%.

A campanha de Flávio, portanto, precisa avançar principalmente entre eleitores ideologicamente mais próximos, mas que ainda não aderiram à candidatura.

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A AtlasIntel ouviu 5.014 eleitores entre 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07972/2026.

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Marina Verenicz
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