Atlas: Após caso Master, Ciro Nogueira aparece em 3º lugar e vê reeleição ameaçada

Senador do PP, alvo da Operação Compliance Zero, soma 12,6% das intenções de voto e fica atrás de dois adversários na disputa pelo Senado

Marina Verenicz

Ciro Nogueira | Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado
Ciro Nogueira | Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão e presidente nacional do Progressistas, enfrenta seu momento eleitoral mais delicado desde que entrou para a política nacional.

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira (22) mostra o parlamentar em terceiro lugar na corrida ao Senado pelo Piauí, resultado que amplia os sinais de desgaste após seu envolvimento nas investigações relacionadas ao Banco Master.

O levantamento ouviu 1.197 eleitores entre os dias 16 e 21 de junho. Ciro aparece com 12,6% das intenções de voto, atrás do senador Marcelo Castro (MDB), que registra 20,1%, e do deputado federal Júlio César (PSD), com 15,8%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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Caso do Master entra no radar

A pesquisa foi realizada dias depois de uma nova etapa da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que colocou o nome de Ciro Nogueira no centro das investigações sobre supostos repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O senador foi o primeiro político de projeção nacional a ser atingido diretamente pela apuração. Segundo a investigação, ele é suspeito de ter recebido pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. A suspeita levou a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão relacionados ao parlamentar. Ciro nega irregularidades.

Campanha antecipada

O desempenho chama atenção porque ocorre após meses de movimentação política do senador pelo estado. Ciro já vinha intensificando agendas públicas, viagens e encontros regionais em preparação para a campanha de 2026.

Mesmo com uma estrutura política consolidada e o controle de uma das maiores legendas do país, o senador não conseguiu até agora transformar a exposição em crescimento nas pesquisas. O resultado o deixa tecnicamente próximo de Júlio César, mas distante da liderança ocupada por Marcelo Castro.

Outro dado que preocupa aliados é o tamanho do eleitorado ainda em aberto. Brancos e nulos somam 17,1%, enquanto 16,4% afirmam não saber em quem votar, indicando que a disputa permanece bastante indefinida.

Disputa segue pulverizada

Além dos três primeiros colocados, a pesquisa mostra um cenário fragmentado. O deputado estadual Tiago Junqueira (PL) aparece com 7%, seguido por Francinaldo Leão (PSOL), com 3,1%, e Antônio Barros (Novo), com 2,2%.

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Também pontuam Dionísio Piauí (DC), Pedro Laurentino (UP), Jorge Lopes (PSDB), Antônio José Lira (Avante) e Major Paulo Roberto (Mobiliza), todos com índices inferiores a 3%.