FII VILG11 cai 3,5% após ação de despejo contra a Tok&Stok; Ifix também fecha no negativo

E mais: 20 fundos distribuem dividendos; principais FIIs de “tijolo” já pagam mais dividendos do que antes da pandemia

Wellington Carvalho

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O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta quinta-feira (16) com baixa de 0,07%, aos 2.780 pontos. O FII Capitânia Reit (CPFF11) liderou a lista das maiores altas do dia, subindo 4,5%.

Já o fundo imobiliário Vinci Logística (VILG11) registrou a maior baixa do dia, com queda de 3,49%. Em fato relevante, o fundo comunicou que iniciou uma ação de despejo contra a Estok Comércio e Representações, mais conhecida como Tok&Stok.

De acordo com o documento, a locatária não pagou o aluguel do condomínio Extrema Business Park I, localizado no município de Extrema, em Minas Gerais.

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O valor da locação – com vencimento em fevereiro – representa 14% das receitais totais do fundo. Já o imóvel locado para a Tok&Stok corresponde a 11% da área bruta locável (ABL) total do fundo.

O Vinci Logística lembra ainda que o contrato de locação vigente possui garantia através de seguro fiança com cobertura equivalente a 12 aluguéis.

Maiores altas desta quinta-feira (16):

Ticker Nome Setor Variação (%)
CPFF11 Capitânia Reit Híbrido 4,55
RBFF11 Rio Bravo Ifix FoF 2,78
TORD11 Tordesilhas EI Desenvolvimento 2,69
MCHF11 Mauá Capital Hedge Fund Títulos e Val. Mob. 2,27
VIUR11 Vinci Imóveis Urbanos Renda Urbana 1,81

Maiores baixas desta quinta-feira (16):

Ticker Nome Setor Variação (%)
VILG11 Vinci Logística Logística -3,49
TGAR11 TG Ativo Real Desenvolvimento -2,43
BPFF11 Brasil Plural Absoluto Títulos e Val. Mob. -2,02
RBRP11 RBR Properties Híbrido -1,47
RBRF11 RBR Alpha Títulos e Val. Mob. -1,4

Fonte: B3

Americanas paga só metade do aluguel de janeiro para o MAXR11

O FII Max Retail não recebeu da Americanas o pagamento integral do aluguel devido pela varejista em janeiro – e com vencimento em fevereiro.

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Dos nove imóveis do fundo, quatro estão locados atualmente para a varejista, de acordo com relatório gerencial divulgado pela carteira.

A empresa ocupa lojas do portfólio do fundo em Taguatinga (DF), Vitória (ES), Belém (PA) e Maceió (AL). Juntos, os espaços somam uma área de cerca de 32 mil metros quadrados dos quase 60 mil metros quadrados de ABL total do fundo – aproximadamente a metade.

Em fato relevante, a gestão do Max Retail explica que recebeu apenas 47,57% do valor devido pela varejista em janeiro.

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“O valor integral do aluguel representa aproximadamente R$ 0,53 por cota, sendo que o montante pago até hoje corresponde a aproximadamente R$ 0,28 por cota”, confirma o comunicado enviado ao mercado.

No mês passado, a gestão do fundo já havia sinalizado que não recebeu da varejista o aluguel referente a dezembro – com pagamento previsto para janeiro. O valor de R$ 514 mil havia sido incluído na lista de dívidas da companhia.

Diante do valor em aberto, a última distribuição de dividendos do MAXR11 carteira foi de R$ 0,3161 por cota, menos da metade do repasse anterior – de R$ 0,67 por cota.

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Leia também:

Dividendos hoje

Confira os FIIs que distribuem dividendos nesta quinta-feira (16):

Ticker Rendimento Retorno mensal
BRIP11  R$     107,00 9,60%
RBRY11  R$          1,15 1,20%
IBCR11  R$          0,90 1,17%
WSEC11  R$          1,10 1,15%
IRIM11  R$          1,02 1,10%
IRDM11  R$          0,95 1,04%
MGFF11  R$          0,54 0,99%
CXAG11  R$          0,75 0,97%
RBRF11  R$          0,63 0,94%
CPFF11  R$          0,37 0,63%
BLUR11  R$          1,03
BRHT11B  R$          5,43
RBRM11  R$  2.076,24

Fonte: StatusInvest

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Giro Imobiliário: principais FIIs de “tijolo” já pagam mais dividendos do que no período pré-pandemia

Os últimos anos têm sido de desafios para os fundos imobiliários, negociados na maioria das vezes abaixo do valor patrimonial, espécie de valor justo do ativo. Mas se a desvalorização da cota – e consequentemente do patrimônio do investidor – incomoda, a distribuição de dividendos dos fundos, de forma geral, não tem decepcionado.

O assunto foi tema da edição desta terça-feira (14) do Liga de FIIs, apresentado por Maria Fernanda Violatti, analista da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, repórter do InfoMoney. O programa também contou com a participação de Arthur Vieira de Moraes, professor de finanças e um dos principais especialistas em fundos imobiliários do País.

As restrições impostas pela pandemia da Covid-19 prejudicaram as operações de parte dos fundos imobiliários – especialmente nos segmentos de shopping e escritório. A redução das receitas refletiu nas cotações e as carteiras perderam valor na Bolsa.

O ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, que subiu de 2% no início de 2021 para os atuais 13,75% ao ano, também reduziu a atratividade dos fundos imobiliários no período.

Quanto mais elevado o indicador, mais rentável se torna a renda fixa, que atrai investidores da renda variável – inclusive dos FIIs. O movimento colabora com a desvalorização das cotas dos fundos, especialmente os de “tijolo”, que investem diretamente em imóveis.

Mas mesmo diante do cenário, Otuki lembra que os principais FIIs de “tijolo” seguem entregando bons – e até mais – dividendos – principal objetivo da maior parte dos investidores de fundos imobiliários.

Utilizando dados do Clube FII, o economista aponta que uma carteira composta pelos 15 principais fundos de “tijolo” paga atualmente 14% mais dividendos do que no início de 2020 – período pré-pandemia.

Neste recorte, Otuki exclui os fundos de “papel” – que investem em títulos de renda fixa – e considera as carteiras com maior peso no Ifix – índice dos FIIs mais negociados na Bolsa.

Na simulação, fundos como o XP Malls (XPML11) e o CSHG Logística (HGLG11) aparecem como destaque, com aumento de 80% e 41%, respectivamente, na comparação entre o rendimento distribuído pela carteira no mês passado e o dividendo repassado no início de 2020. Confira a lista.

Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.