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Taxas de títulos prefixados do Tesouro Direto recuam nesta quarta-feira

Mercado acompanha suspensão da lei de extradição em Hong Kong e derrota do primeiro-ministro inglês pelo parlamento; no Brasil, atenções se voltam para votação da Previdência na CCJ

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda na tarde desta quarta-feira (4).

No cenário internacional, o mercado acompanha a suspensão da lei de extradição em Hong Kong, que aliviou os protestos na cidade, e a derrota do primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, no parlamento britânico, para adiar o Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia). Os investidores aguardam ainda a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, relatório que traz um resumo das condições econômicas dos EUA e serve de base para as próximas tomadas de decisão monetárias.

No Brasil, as atenções se voltam ao início da votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, do parecer da reforma da Previdência elaborado pelo relator da proposta, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

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No Tesouro Direto, o título com retorno prefixado e vencimento em 2022 pagava um prêmio anual de 5,97%, ante 6% a.a. na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 874,25 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 34,97 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

O papel prefixado com prazo em 2025, por sua vez, pagava uma taxa de 6,97% ao ano, ante 7,01% a.a. anteriormente.

Nos títulos atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por outro lado, o movimento das taxas era contrário. O retorno dos papéis com prazos em 2035 e 2045 avançava de 3,64% para 3,66% ao ano, enquanto o prêmio anual oferecido pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2035 aumentava de 3,52% para 3,53% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira (4):
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,97% R$ 56,07 R$ 2.803,71
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,66% R$ 36,92 R$ 1.846,07
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,66% R$ 38,69 R$ 1.289,94
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,12% R$ 38,16 R$ 3.816,60
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,53% R$ 42,40 R$ 4.240,29
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,71% R$ 45,89 R$ 4.589,86
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,97% R$ 34,97 R$ 874,25
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,97% R$ 34,96 R$ 699,25
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,25% R$ 35,89 R$ 1.196,57
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 102,91 R$ 10.291,72

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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