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Bolsonaro, Alckmin, Ciro e Marina: qual deles pode azedar ou melhorar seu investimento no Tesouro Direto?

O professor do InfoMoney, Alan Ghani, explica como o desempenho de cada um dos presidenciáveis nas pesquisas eleitorais poderá afetar os títulos no programa "Tesouro Direto com Ganhos Turbinados" 

SÃO PAULO - A corrida eleitoral já foi responsável por inúmeros altos e baixos durante o primeiro semestre no Ibovespa e na cotação do dólar e a aproximação do pleito tende a acirrar ainda mais os ânimos dos investidores. Como o "humor" do eleitor, refletido nas pesquisas de intenção de voto, pode afetar os títulos do Tesouro Direto?  

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Entre os principais personagens dessa disputa estão Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB), que têm demonstrado maior preferência nas pesquisas de intenção de voto. O professor do InfoMoney, Alan Ghani, explica como o cenário eleitoral vai impactar as taxas dos títulos no programa “Tesouro Direto com Ganhos Turbinados” (confira no player acima).

O professor lembra que na eleição presidencial de 2014 o mercado financeiro começou a "operar pesquisa eleitoral". Quando o então candidato Aécio Neves subia nas pesquisas, o Ibovespa subia, o dólar recuava e as taxas de juros caíam. O movimento era contrário quando Dilma Rousseff despontava na preferência dos eleitores. 

Veja como cada candidato poderá impactar nas taxas de juros e no Tesouro Direto na eleição de 2018, segundo Alan Ghani: 

Ciro Gomes (PDT)
O presidenciável foi vaiado em evento da CNI na quarta-feira (4), tem dado declarações contra a reforma trabalhista e não tem um posicionamento muito claro sobre a reforma previdenciária. Isso não tem agradado mercado financeiro, que o vê como um risco para a economia do país. Seu economista aliado de campanha, Nelson Marconi, não tem apelo junto ao mercado financeiro. Assim, se Gomes começar a subir nas pesquisas eleitorais e mostrar chance real de ir ao segundo turno, o mercado tende a reagir mal, com dólar subindo, juros em alta e Ibovespa em queda. Não seria um bom momento para compra, a menos  que sejam títulos do Tesouro Selic. 

Marina Silva (Rede)
A candidatura dela é permeada de dúvidas e incertezas, mas se começar a crescer nas pesquisas eleitorais o mercado não teria tanto pessimismo quanto com Ciro Gomes. Sua campanha é ancorada por dois economistas respeitados pelo mercado financeiro, André Lara Resende e Eduardo Giannetti, o que apaziguaria os ânimos. 

Jair Bolsonaro (PSL)
O presidenciável causa dúvidas no mercado financeiro porque suas votações, enquanto deputado federal foram contra mais estatizantes na área econômica. Por outro lado, ele tem um nome de peso na área econômica: Paulo Guedes, que é mais liberal. Se Bolsonaro der uma guinada para o liberalismo econômico, isso pode significar dólar caindo, Bolsa em alta e taxas de juros em queda. Nesse caso, seria um bom momento para comprar títulos prefixados ou Tesouro IPCA+ 2024. 

Geraldo Alckmin (PSDB)
O fato de ter Pérsio Arida como economista de sua campanha faz com que o mercado confie um pouco mais em Alckmin como presidenciável. A leitura é de que ele seria uma continuidade das reformas econômicas iniciadas pelo governo Temer. Se você acredita que ele vai crescer nas pesquisas, acredita também na queda da taxa de juros no Tesouro Direto. A estratégia para esse candidato, se acredita que ele pode ganhar, seria comprar títulos hoje e, com a queda de juros, obter um ganho turbinado no futuro.

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