Aversão ao risco em queda

Tesouro Direto: títulos públicos têm ganhos de até 2,3% em novembro

Vacinas contra a Covid-19 e resultado das eleições nos EUA fizeram risco fiscal perder espaço no radar do mercado local no mês passado

bolsa mercado brasil índices indicadores
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Embora o risco fiscal enxergado para 2021 não tenha desaparecido do radar, as notícias sobre as vacinas contra a Covid-19 e o desfecho das eleições nos Estados Unidos fizeram aumentar o apetite por risco dos investidores no mês de novembro.

Esse ambiente observado ao longo das últimas semanas se refletiu na forte alta da Bolsa, e também no mercado local de renda fixa soberana.

Entre os principais títulos públicos negociados pelo programa Tesouro Direto, apenas o Tesouro Prefixado com juros semestrais para 2031 teve queda de preço em novembro, de 0,63%.

Já entre os destaques positivos, a maior alta ficou por conta do título Tesouro IPCA+ para 2045, com alta de 2,29%. No acumulado do ano, contudo, o papel ainda cai 10,83%, a maior entre os principais ativos disponíveis no programa digital do governo.

Quanto maior o prazo de vencimento, maior tende a ser a volatilidade do título.

Entre os prefixados, o título para 2022 tem ganhos de 6,55%, de janeiro a novembro.

No caso do Tesouro Selic, a estabilidade voltou a predominar novamente no mês passado, apenas com uma tímida variação negativa de 0,01%.

Confira a seguir como se comportaram os títulos públicos disponíveis para novos investimentos em novembro, no acumulado do ano e em 12 meses, quando os dados estiverem disponíveis.

Vale lembrar que o investidor só terá as perdas ou os ganhos apontados se efetivamente vender os papéis antecipadamente. Se carregá-los até o vencimento, o retorno vai respeitar as taxas e as condições contratadas no momento de aquisição dos títulos.

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