Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam nesta sexta-feira

Investidores monitoraram dados econômicos nos EUA e na Europa; no Brasil, atenções recaíram sobre falas de Bolsonaro e CPI da Covid

Por  Mariana Zonta d'Ávila -

SÃO PAULO – Os prêmios pagos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam queda na tarde desta sexta-feira (21), com os investidores de olho em dados econômicos ao redor do mundo.

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2024 pagava uma taxa anual de 8,22%, ante 8,30% ao ano na tarde de quinta-feira (20). Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 era de 8,73% ao ano, contra 8,82% a.a. anteriormente.

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2035 oferecia um prêmio anual de 4,20% nesta tarde, ante 4,22% a.a. na última sessão, enquanto a taxa do Tesouro IPCA+ 2026 cedia de 3,51% para 3,48% ao ano.

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Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta sexta-feira (21):

Fonte: Tesouro Direto

Dados econômicos nos EUA e Europa

No ambiente internacional, mercados repercutiram dados divulgados na Europa e nos Estados Unidos, que reforçam o movimento de recuperação da economia global.

No Reino Unido, as vendas no varejo subiram 9,2% em abril, o dobro da projeção média de economistas ouvidos pela Reuters. Até 18 de maio, o país já havia vacinado 54,48% de sua população, segundo dados oficiais compilados pelo site Our World in Data.

Na zona do euro, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto (que dá um retrato dos setores industrial e de serviços) subiu para 56,9 pontos em maio, de 53,8 pontos da leitura anterior, atingindo nova máxima desde fevereiro de 2018. Resultados acima de 50 pontos significam expansão.

O PMI de serviços subiu de 50,5 pontos, em abril, para 55,1 pontos em maio, em meio ao afrouxamento das medidas de isolamento social.

O PMI composto da Alemanha ainda subiu a 56,2 pontos em maio, enquanto os PMIs da França e do Reino Unido atingiram novas máximas, a 57 e 62 pontos, respectivamente.

Os mercados também repercutiram a divulgação do PMI composto dos Estados Unidos, que subiu de 63,5, em abril, para 68,1 em maio, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em outubro de 2009.

No país, o PMI industrial aumentou de 60,5 para 61,5 no mesmo período, também nível recorde. Já o PMI de serviços americano subiu de 64,7, em abril, para 70,1, em maio.

Cena doméstica

No ambiente doméstico, investidores repercutiram afirmações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a Petrobras e os desdobramentos da CPI da Pandemia no Senado.

Ontem, durante live semanal nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que pode entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar Estados a não reajustarem o ICMS sobre combustíveis. Ele voltou a prometer mudanças nos preços dos combustíveis da Petrobras, embora tenha dito que não vai interferir na estatal.

Durante a live, Bolsonaro criticou ainda a CPI da Covid no Senado e voltou a defender o uso da cloroquina. “É um circo, agora os interrogadores, os inquisidores, que inclusive são capitaneados pelo senador Renan Calheiros, que disse que não vai investigar desvio de recursos”.

Na quinta-feira (20), a CPI da Pandemia ouviu o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Questionado sobre uma omissão federal na crise de falta de oxigênio no Estado do Amazonas, que levou à morte de pacientes em janeiro, Pazuello afirmou que o presidente Bolsonaro teria decidido não intervir após ouvir do governador Wilson Lima (PSC), durante reunião ministerial, que não havia necessidade de ajuda.

Registros do governo do Amazonas indicam que Lima se reuniu com Bolsonaro e Pazuello em 18 de janeiro. Ao jornal O Estado de S. Paulo, o governo amazonense informou, no entanto, que nunca rejeitou “qualquer tipo de ajuda relacionada às ações de enfrentamento à Covid-19″ e que sempre pediu a colaboração federal para auxiliar no combate à pandemia.

Durante a CPI, Pazuello também afirmou que respondeu aos e-mails enviados pela farmacêutica Pfizer a respeito da venda de vacinas ao Brasil. A demora do governo em reagir às ofertas de imunizante da empresa tem sido um dos focos da CPI.

O jornal Folha de S. Paulo publicou nesta sexta como reportagem de capa uma série de e-mails entregue pela Pfizer à CPI em caráter sigiloso, que indicam que, de 14 de agosto a 12 de setembro, quando o presidente mundial do laboratório mandou uma carta com oferta de doses ao Brasil, a farmacêutica enviou ao menos dez e-mails discutindo e cobrando resposta formal do governo.

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