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Tesouro Direto: prefixado paga 7% ao ano nesta quinta-feira

Em relatório divulgado nesta manhã, o Banco Central passou a projetar um crescimento maior da economia; dados do Caged também sustentam otimismo

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta quinta-feira (19).

Divulgado nesta manhã, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) mostrou um aumento na projeção do Banco Central para o crescimento da economia em 2019 de 0,9%, previsto em setembro, para 1,2%. Para 2020, a projeção para o crescimento do PIB foi revisada de 1,8% para 2,2%.

Segundo o BC, o ajuste na projeção para 2019  “repercute os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o terceiro trimestre do ano, a revisão da série histórica do PIB e o conjunto de informações setoriais disponíveis para o trimestre em curso”.

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Já para o próximo ano, um maior impulso da economia estaria, de acordo com o BC, condicionado ao cenário de continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira.

Investidores também monitoraram a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em novembro, com criação de 99.232 vagas, no melhor resultado para o mês desde 2010. O consenso de mercado era de um avanço de 47.250 empregos.

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No Tesouro Direto, o título com retorno prefixado, com juros semestrais e prazo em 2029 pagava 7% ao ano nesta tarde, ante 6,94% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 37,18 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 1.239,52.

O Tesouro Prefixado 2022, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 5,42%, ante 5,35% a.a. mais cedo.

A alta nas taxas também era encontrada nos papéis indexados à inflação, como o com vencimento em 2024, que pagava 2,43% ao ano, ante 2,39% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do Tesouro IPCA+com juros semestrais 2026 subia de 2,70% para 2,72% ao ano.

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No ambiente externo, a aprovação do processo de impeachment do presidente americano Donald Trump na Câmara dos Deputados não preocupa o mercado. Agora, o processo segue para o Senado, onde não se espera o mesmo resultado, visto que a maioria da casa é Republicana.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O que muda com Selic a 4,5% ao ano?

Com juros na mínima histórica, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, assim como a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à Selic, está menor.

Nos últimos 12 meses até novembro, a caderneta rendeu 4,7%. Agora, com a Selic em 4,5% ao ano, o retorno da poupança passa a ser de 3,15% ao ano e segue perdendo para outras aplicações.

Um produto de renda fixa com retorno equivalente a 100% do CDI rende perto de 5,6% neste ano. Descontada a maior alíquota de Imposto de Renda, de 22,5%, a rentabilidade cai para 4,3%, ainda bem superior à da caderneta.

O InfoMoney conversou com especialistas em investimentos para entender quais as oportunidades hoje na renda fixa com juros mais baixos. Confira a matéria completa aqui.