Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos longos recuam com Selic a 5% e sinalização de novo corte

Mercados repercutiram decisão na véspera de corte na taxa Selic, para 5% ao ano, e redução na taxa de juros nos EUA

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – Após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a taxa Selic para 5% ao ano na véspera, os retornos oferecidos pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operavam sem movimento definido na tarde desta quinta-feira (31).

Pela manhã, as taxas recuaram, refletindo a queda dos juros e as sinalizações do Banco Central de “mais um ajuste de igual magnitude” na próxima reunião, em dezembro. Em comunicado, a autarquia ressalvou que eventuais novos movimentos pedem cautela. Com isso, afirmou que a taxa básica de juros deve permanecer no patamar de 4,5% ao longo de 2020, freando apostas mais agressivas de Selic abaixo de 4%. O anúncio fez com que as taxas dos títulos com vencimentos mais longos recuassem à tarde, enquanto os mais curtos apresentaram alta.

“O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para permitir a consolidação da queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”, escreveu o comitê.

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No Tesouro Direto, o título atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com vencimento em 2024 pagava uma taxa anual de 2,05%, ante 2,01% a.a. na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.940,86 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 58,81 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam retorno de 2,98% ao ano, ante 2,99% a.a. anteriormente.

Nos títulos com retorno prefixado, a taxa oferecida pelo Tesouro Prefixado 2025 recuava de 6,02% para 5,99% ao ano. A queda também era vista no Tesouro Prefixado com juros semestrais e prazo em 2029, que cedia de 6,45% para 6,39% ao ano.

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Entre os indicadores divulgados nesta quinta-feira, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) apontou que o trimestre encerrado em setembro terminou com uma taxa de desemprego de 11,8%, queda de 2% sobre o trimestre anterior e estável em relação ao mesmo período do ano passado. A população desocupada está em 12,5 milhões de pessoas.

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No cenário externo, o mercado refletiu a decisão de ontem (30) do Federal Reserve, o banco central dos EUA, de corte de 0,25 ponto percentual em suas taxas de juros, para a faixa de 1,50% e 1,75%, em linha com o esperado pelo mercado. Em discurso, os dirigentes sinalizaram uma pausa no ciclo de cortes.

Também no cenário externo, investidores monitoraram notícias de que oficiais chineses duvidam da possibilidade de um acordo comercial de longo prazo com os EUA.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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