Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam nesta segunda-feira

Investidores acompanham divulgação do boletim Focus, do Banco Central, e aguardam por "super quarta", com decisões de política monetária no Brasil e nos EUA

arrow_forwardMais sobre
(Shutterstock)
Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta segunda-feira (9).

Nesta semana, o principal foco de atenção do mercado recai sobre a última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. É esperado que a taxa Selic caia mais uma vez em 0,50 ponto percentual, para 4,50% ao ano, e permaneça estável ao longo de 2020, conforme a divulgação mais recente do relatório Focus.

A pesquisa mostrou, contudo, um aumento das projeções de crescimento da economia e, principalmente, da inflação para este ano. Em meio à disparada dos preços da carne, a estimativa de alta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada de 3,52% para 3,84%, em 2019, embora mantida em 3,60% para 2020.

Aprenda a investir na bolsa

A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, por sua vez, subiu de 0,99% para 1,10%, neste ano, e teve leve ajuste de 2,22% para 2,24%, para 2020.

Investidores seguem no aguardo ainda da decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central americano, na quarta-feira (11), que tende a manter os juros estáveis, na faixa entre 1,50% e 1,75% ao ano. No último encontro, a taxa foi cortada em 0,25 ponto percentual e os dirigentes indicaram uma pausa no ciclo de reduções.

Leia também:
Poupança: Brasileiro volta a colocar dinheiro na caderneta em novembro, mas saldo segue negativo em 2019
“Ilusão de riqueza”: brasileiros têm expectativa irrealista para a aposentadoria

No Tesouro Direto, o título atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com juros semestrais e vencimento em 2050 pagava uma taxa anual de 3,46%, ante 3,48% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 48,61 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 4.861,85.

Os títulos com juros semestrais e prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam a inflação mais 3,32% ao ano, ante 3,34% a.a. anteriormente.

Nos títulos com rendimento prefixado, o com prazo em 2022 pagava uma taxa de 5,18% ao ano, ante 5,20% a.a. mais cedo.

PUBLICIDADE

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

Saia da poupança e faça seu dinheiro render mais: abra uma conta gratuita na Rico

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

Guias InfoMoney

Tesouro Direto Tesouro Direto