Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam nesta segunda-feira

Relatório Focus, do Banco Central, aponta para redução das projeções para a inflação e o PIB brasileiro em 2020

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta segunda-feira (17), com alívio no cenário externo e após revisão para baixo nas expectativas para o PIB brasileiro e para a inflação em 2020.

Após uma série de dados fracos sobre o comportamento da economia brasileira em dezembro, o mercado reduziu a projeção para o crescimento do PIB de 2,30% para 2,23%, em 2020, mantendo a expectativa de expansão inalterada em 2,50%, para 2021. Os dados constam do relatório Focus, do Banco Central.

Já as projeções para a inflação foram rebaixadas pela sétima vez consecutiva, de 3,25% para 3,22% em 2020, ficando estável em 3,75% para 2021.

Com relação à taxa básica de juros, os economistas seguem projetando que a Selic permaneça estável em 4,25% ao ano, em 2020, e suba para 6%, em 2021, sem alterações em relação às estimativas anteriores.

No cenário externo, com as bolsas fechadas nos Estados Unidos por conta de feriado nacional, as atenções se seguiram voltadas para a China, com novas tentativas do governo chinês de limitar o impacto do coronavírus sobre os mercados, via estímulos bilionários, com redução de juros de linha de crédito, subsídio para assistência médica e incentivos fiscais.

A atualização dos números da epidemia nesta segunda-feira mostra que 70 mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus, com 1.700 mortos.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,48% ao ano, ante 2,49% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 56,36 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.818,22.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,19%, ante 3,21% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2023 pagava 5,25% ao ano, ante 5,29% a.a. na sexta-feira, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,19% para 6,16% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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