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Após começar o dia com forte abertura, as taxas dos títulos públicos inverteram sinal e operam em queda ou estáveis na tarde desta quinta-feira (22). Nos prefixados, as taxas dos títulos curtos e longos recuam entre 2 e 10 pontos-base. Enquanto, nos títulos atrelados à inflação, todas as taxas apresentam estabilidade, com exceção do título com vencimento em 2026.
Segundo Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura, a reversão no movimento aconteceu por conta da piora nos ativos internacionais, após dados os Estados Unidos – Produto Interno Bruto e seguro-desemprego – que vieram acima do esperado. “Estes elevaram temores de que o Federal Reserve será incapaz de aliviar a política monetária, mantendo as taxas de juros elevadas por um período longo, desapontando investidores que apostavam em um pivô na política de juros do banco central americano”, afirma Borsoi. De acordo com o economista, o movimento reflete a cautela dos investidores.
Já no cenário local, Borsoi destaca que apesar da ‘indigestão’ com os novos nomes de equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), a queda vista nas commodities, bolsas e o petróleo – recuando mais de 3% durante o dia – fizeram as taxas de juros locais operarem no negativo.
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No radar do mercado, Borsoi cita o IPCA-15 (prévia da inflação de dezembro), que será divulgado nesta sexta-feira (23). “O dado deve vir um pouco mais pressionado pela sazonalidade do fim de ano”, avalia.
Dentro do Tesouro Direto, a maior queda era do título prefixado de curto prazo. O Tesouro Prefixado 2025 oferecia às 15h23 um retorno anual de 13,11%, inferior aos 13,21% vistos na quarta-feira (21).
Já o Tesouro Prefixado 2033, com juros semestrais, entregava uma rentabilidade anual de 13%, abaixo dos 13,02% registrados na sessão anterior. A taxa do Tesouro Prefixado 2029 permanecia estável.
Nos títulos atrelados à inflação, apenas a taxa do Tesouro IPCA+ 2026 avançava. O título público oferecia um ganho real de 6,35%, acima dos 6,32% vistos ontem. Todas as outras taxas operavam com estabilidade.
O maior ganho real registrado nesta sessão era de 6,40%, do Tesouro IPCA+ 2045.
Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para a compra no Tesouro Direto na tarde desta quinta-feira (22):
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Lula confirma Alckmin no MDIC, Wellington Dias no Desenvolvimento Social e mais 14 ministros
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgou, nesta quinta-feira (22), mais nomes que integrarão o futuro governo. Geraldo Alckmin, vice eleito, vai assumir a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Os petistas Camilo Santana, Alexandre Padilha e Wellington Dias serão responsáveis por Educação, Relações Institucionais e Desenvolvimento Social, respectivamente.
Ao todo serão 37 ministérios, e segundo Lula isso não vai refletir diretamente em um aumento nos gastos. Os anunciados nesta quinta-feira se juntam aos nomes de Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda; José Múcio para a Defesa; Flávio Dino para a Justiça; Mauro Vieira para o Itamaraty e Rui Costa para a Casa Civil.
Entre os indicados está a economista Esther Dweck, que vai assumir a nova pasta de Gestão. Crítica do teto de gastos, ela tem dedicado seus estudos aos aspectos que cercam o papel do Estado no processo de crescimento e desenvolvimento econômico. Com doutorado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Esther é coordenadora do Grupo de Pesquisa em Economia do Setor Público do IE-UFRJ, e integrou o governo federal entre 2011 e 2014, como Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, e entre 2015 e 2016 como Secretária de Orçamento Federal.
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“É mais difícil montar um governo que ganhar as eleições. Nós estamos tentando representar todas as forças políticas que estiveram conosco na campanha. Vamos contemplar as pessoas que nos ajudaram. Por que nós somos devedores. Nós não temos vergonha de política, de ministros políticos. Queremos ministros conscientes. Queremos que eles levem em conta a pluralidade das pessoas que participaram da campanha. Somente com gente diversa nós vamos contemplar o espectro de gente diversa que esteve na transição”, disse Lula durante o anúncio dos ministros no CCBB, sede dos trabalhos de transição de governo.
Haddad anuncia secretarios de Reformas, Tesouro, Receita e Política Econômica
O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), anunciou nesta quinta-feira (22) novos nomes que irão compor sua equipe. Os escolhidos vão comandar secretarias responsáveis por temas relacionados à condução da economia no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Foram anunciados Marcos Barbosa Pinto como secretário de reformas econômicas; Rogério Ceron vai para o Tesouro Nacional; Guilherme Mello será secretário de política econômica; e Robinson Barreirinhas vai para a Receita Federal.
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Segundo Haddad, o futuro secretário de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda será anunciado na próxima semana. Sobre os futuros presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, eles ainda não foram definidos, mas Haddad disse que as discussões sobre isso estão “mais adiantadas”.
Na semana passada, Haddad já havia confirmado os nomes de Gabriel Galípolo, que será o número 2 do ministério da Fazenda (secretário-executivo), e Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), será o secretário especial para reforma tributária.
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Haddad anuncia secretarios de Reformas, Tesouro, Receita e Política Econômica
PIB dos EUA
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de 3,2% no terceiro trimestre de 2022, de acordo com a terceira e última estimativa divulgada pelo Bureau of Economic Analysis. Na estimativa anterior, o aumento do PIB real foi estimado em 2,9%. No segundo trimestre deste ano, o PIB real caiu 0,6%.
A expectativa do consenso Refinitiv era de que o percentual fosse mantido em 2,9%.
PEC da Transição: Senadores aprovam texto-base em 2º turno
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (21), em dois turnos, o texto-base da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Transição. Foram 63 votos a favor e 11 contra tanto no 1º quanto no 2º turno. A proposta foi promulgada no Congresso Nacional.
A PEC da Transição prevê a elevação do teto de gastos em R$ 145 bilhões, apenas no exercício de 2023, além de liberar investimentos de até R$ 23 bilhões recorrentes de receitas extraordinárias.
O furo no teto foi proposto pela equipe de transição para permitir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa cumprir promessas de campanha, como manter o pagamento de Auxílio Brasil, que deve voltar a se chamar Bolsa Família, em R$ 600 por mês, além da execução de programas como o Auxílio Gás e o Farmácia Popular.
A PEC já tinha sido aprovada pelo Senado no começo de dezembro, mas retornou para análise dos senadores após ter sido modificada pelos deputados. O plenário da Câmara aprovou o texto-base também nesta quarta, por 331 a 163 votos, em segundo turno.
Entre as modificações feitas pelos deputados está o tempo de vigência da proposta, que inicialmente era de dois anos. Membros da equipe de transição costuraram um acordo com líderes da Câmara e concordaram reduzir o prazo da PEC para um ano a fim de que ela fosse aprovada.
Outra mudança está relacionada ao chamado orçamento secreto, que foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.
Antes, as emendas de relator seriam designadas pelo relator do orçamento e, agora, o valor dessas emendas de relator será dividido entre emendas individuais (decididas pelos parlamentares e impositivas) e orçamento destinado a ministérios (analisadas pelo governo).
Também houve mudança no trecho que fala sobre investimentos financeiros estrangeiros. Antes, a PEC previa que valores provindos de financiamentos de parcerias internacionais não entrariam nas limitações do teto de gastos, mas, agora, os investimentos estrangeiros deverão ser aplicados conforme teto de gastos.
Outro trecho da PEC determina que recursos do PIS/Pasep não reclamados em prazo superior a 20 anos serão apropriados pelo Tesouro Nacional como receita primária para realização de despesas de investimento, sem que essa verba seja contabilizada no teto de gastos.
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