Tesouro Direto: juros recuam e piso dos prefixados paga 9,70% após Copom e Fed

Investidores digerem falas de Jerome Powell, presidente do Fed, e dados da indústria brasileira

Leonardo Guimarães

Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell fala durante entrevista após reunião do Fomc (Kevin Dietsch/Getty Images)

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Os juros dos títulos públicos oferecidos via Tesouro Direto operam em queda nesta quinta-feira (1). Investidores repercutem as decisões e comunicados sobre os juros básicos do Brasil e Estados Unidos. 

Por aqui, sem surpresas: o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu cortar a Selic para 11,25% ao ano, decisão amplamente esperada pelo mercado. O comunicado também não fugiu do tom que analistas previam. 

Nos Estados Unidos, a decisão também veio em linha com o esperado: manutenção dos juros no intervalo entre 5,25% e 5,5%. No entanto, a fala do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA, Fed), Jerome Powell, frustrou expectativas. Ele disse não achar provável um corte de juros em março. 

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Ainda nos EUA, o número de pedidos de auxílio desemprego teve alta de 9 mil na semana encerrada em 27 de janeiro, para 224 mil, ante um dado revisado de 215 mil na semana anterior, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Departamento do Trabalho do país.

De volta ao Brasil, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial atingiu o valor de 52,8 em janeiro, o maior nível em um ano e meio. Os dados são da S&P Global. Foi também a primeira vez em cinco meses que o indicador ultrapassou o nível médio de 50, que mostra expansão da atividade. 

Na Europa, a taxa de desemprego da zona do euro permaneceu na mínima recorde de 6,4% em dezembro de 2023, o mesmo nível do mês anterior, segundo dados com ajustes sazonais divulgados nesta quinta-feira (1) pelo escritório oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat. O resultado de dezembro veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal

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No Tesouro Direto, o Tesouro Prefixado 2026 entregava rentabilidade de 9,70% na primeira atualização do dia, às 9h34, ante taxa de 10,72% no início da sessão de ontem. A taxa do Tesouro Prefixado 2033 caía de 10,63% para 10,59%. 

Já o Tesouro IPCA+ 2045, que entrega a maior taxa entre os títulos de inflação, pagava juro real de 5,73% contra 5,74% na véspera. A taxa do Tesouro IPCA+ 2032 caía de 5,61% para 5,59%. 

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta quinta-feira (1):