Renda fixa

Taxas de títulos públicos do Tesouro Direto apresentam alta nesta segunda-feira

Investidores repercutiram alta nas projeções para Selic em 2021, e dados econômicos na Ásia e Europa, em dia de feriado nos EUA

(CarlaNichiata/Getty Images)

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam alta na tarde desta segunda-feira (31), em dia de revisões para cima nas projeções para a Selic em 2021 pelo relatório Focus, do Banco Central.

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2024 pagava uma taxa anual de 7,91%, ante 7,86% ao ano na tarde de sexta-feira (28). Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 avançava de 8,38% para 8,40% ao ano.

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2035 oferecia um prêmio anual de 4,17% nesta tarde, ante 4,12% na última sessão, enquanto a taxa do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 subia de 4,16% para 4,17% ao ano.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta segunda-feira (31):

Fonte: Tesouro Direto

Aperto mais agressivo

Entre os destaques do dia, os economistas consultados pelo relatório Focus revisaram para cima suas projeções para a taxa Selic este ano, de 5,50% para 5,75% ao ano, e mantiveram em 6,50% as apostas para dezembro de 2022.

O movimento de aperto monetário vem em meio ao aumento do índice de preços. No Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 foi elevada, pela oitava semana consecutiva, de 5,24% para 5,31%, enquanto as projeções para o indicador em 2022 ficaram em 3,68%, ante 3,67% na semana passada.

Com relação ao desempenho da economia brasileira, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 3,52% para 3,96%, em 2021, mas caiu de 2,30% para expansão de 2,25%, em 2022.

Em relatório divulgado nesta segunda, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que estima crescimento de 3,7% do PIB brasileiro em 2021, e de  2,5% em 2022, impulsionados pela recuperação do consumo das famílias e de investimentos. A entidade também prevê que a inflação ao consumidor avançará a 6,2% este ano, antes de desacelerar a 4% no próximo.

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Ainda entre os destaques, o presidente Jair Bolsonaro assinou, no sábado, um decreto que altera a programação orçamentária e financeira do ano corrente após o governo verificar a possibilidade de ampliar limites de empenho e ajuste de dotações orçamentárias ao teto de gastos.

A alteração busca adequar ao cumprimento da meta de resultado primário estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2021 os limites de empenho e movimentação financeira e de pagamento das despesas públicas primárias discricionárias do Executivo federal previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021.

Quadro internacional

Com os mercados fechados nos Estados Unidos por conta do feriado de Memorial Day, os investidores voltaram suas atenções para a Ásia e a Europa.

Na China, o PMI (Índices Gerentes de Compras) composto do país chegou, em maio, ao terceiro mês de aceleração, a 54,1 pontos. Já o PMI industrial caiu de 51,1 pontos em abril para 51 pontos em maio.

Destaque ainda para o relatório mais recente sobre perspectiva econômica da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que prevê uma recuperação econômica global, porém, desigual.

A organização estima alta de 5,8% no PIB global em 2021, frente a uma contração de 3,5% em 2020. Para o G20, a OCDE prevê crescimento de 6,3%, e para a Zona do Euro, de 4,3%.

No noticiário de coronavírus, a França inicia, nesta segunda-feira, a vacinação contra Covid-19 de quaisquer pessoas com mais de 18 anos de idade. Até 29 de maio, o país havia vacinado 37,5% de sua população, segundo dados oficiais compilados pelo site Our World in Data.

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