Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto sobem após IPCA acima do esperado

Inflação registrou alta de 0,89% em novembro na comparação com outubro, o maior resultado para o mês desde 2015

Inflação está controlada, segundo o Banco Central (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas pagas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam leve alta na tarde desta terça-feira (8), após dados de inflação acima do esperado.

O título indexado à inflação com vencimento em 2035 pagava um prêmio anual de 3,83%, ante 3,81% ontem. A taxa paga pelo mesmo papel com juros semestrais e prazo em 2040, por sua vez, subia de 3,84% para 3,88% ao ano.

Entre os papéis com retorno prefixado, o com vencimento em 2023 pagava uma taxa anual de 4,65% nesta tarde, ante 4,62% no pregão anterior. Já o juro pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 era de 7,39%, acima dos 7,37% pagos anteriormente.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta terça-feira (8):

Fonte: Tesouro Direto

Inflação nas alturas

Entre os destaques do dia na agenda doméstica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,89% em novembro na comparação com outubro, acima dos 0,78% estimados pelos economistas consultados pela Bloomberg.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando a inflação foi de 1,01%.

Com o acumulado de 4,31% em 12 meses e faltando um mês para o fechamento do ano, o nível do índice de preços está acima do centro da meta do governo, atualmente estipulada em 4%, com margem de 1,5% para mais ou para menos.

Leia também:
5 investimentos atrelados à inflação para proteger o seu portfólio da alta do IPCA

Os investidores também seguiram repercutindo hoje o noticiário sobre o planejamento fiscal. Ontem, tanto o Ministério da Economia quanto o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, Márcio Bittar (MDB-AC), negaram a informação divulgada pelo Broadcast de que a PEC colocaria despesas fora do teto de gastos.

PUBLICIDADE

Com relação ao avanço da Covid-19 no Brasil, o Ministério da Saúde informou que está negociando a compra de 70 milhões de doses da vacina de Pfizer e BioNTech. Em nota, o governo afirma que os termos “já estão bem adiantados” e que um acordo deve ser anunciado no início desta semana.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) divulgou para o dia 25 de janeiro o início da vacinação entre grupos prioritários: profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos e grupos vulneráveis, como indígenas e quilombolas. Ao todo, a expectativa é imunizar nove milhões de pessoas nesta fase.

Quadro internacional

No exterior, os mercados monitoraram o avanço do coronavírus. Nos Estados Unidos, mais de 14,8 milhões de casos de Covid-19 foram confirmados e a taxa diária de novas infecções está em sua máxima histórica.

Por conta dessa segunda onda, estados como Nova York estão reforçando suas medidas de isolamento social e podem até proibir novamente a alimentação presencial em restaurantes fechados.

Enquanto isso, o Reino Unido iniciou hoje sua campanha de vacinação usando a profilaxia desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech.

Os investidores seguiram à espera ainda de um acordo entre republicanos e democratas no Congresso dos EUA para um pacote de estímulos de US$ 908 bilhões contra os impactos econômicos da pandemia. Apesar da dificuldade em passar a proposta, cada vez mais crescem as apostas de que um acordo sobre o tema saia antes que o ano acabe.

Na agenda de indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 12,5% ante o anterior e caiu 4,3% no ano.

A leitura preliminar – e esperada por analistas – apontava para alta ligeiramente maior no período, de 12,6% na comparação trimestral, mas queda um pouco mais acentuada no ano, de 4,4%.

PUBLICIDADE

Treinamento gratuito: André Moraes mostra como identificar operações com potencial de rentabilidade na Bolsa em série de 3 lives – assista!