Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto viram para queda nesta quinta-feira

Investidores repercutiram taxa de desemprego no Brasil, além de pedidos de auxílio-desemprego e PIB nos EUA

(Rmcarvalho/Getty Images)

SÃO PAULO – Após apresentarem alta na abertura do dia, os prêmios pagos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto viraram para queda na tarde desta quinta-feira (27), com os investidores de olho na divulgação de dados de emprego no Brasil e do PIB nos EUA.

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2026 pagava uma taxa anual de 8,50%, ante 8,62% ao ano na tarde de quarta-feira (26). Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2024 recuava de 8,10% para 7,98% ao ano.

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2035 oferecia um prêmio anual de 4,18% nesta tarde, ante 4,22% na última sessão, enquanto a taxa do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 era de 4,21%, contra 4,24% anteriormente.

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Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta quinta-feira (27):

Fonte: Tesouro Direto

Desemprego e cena política

Na agenda doméstica do dia, investidores repercutiram a taxa de desemprego no Brasil, que ficou em 14,7% no primeiro trimestre de 2021, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de representar a maior taxa e o maior contingente de desocupados (85,7 milhões) de todos os trimestres da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o resultado veio em linha com o esperado pelo consenso Refinitiv.

No noticiário de coronavírus, a CPI da Covid no Senado retornou nesta quinta com o depoimento de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. Acompanhe aqui.

Ainda entre os destaques no radar dos investidores, o Tesouro Nacional anunciou ontem mudanças nos limites de referência do seu Plano Anual de Financiamento de 2021.

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A expectativa é que o estoque da dívida cresça menos no ano de 2021 e que os prazos se alonguem, em meio à demanda menor por títulos de curto prazo em um ambiente econômico relativamente mais favorável.

O Tesouro prevê agora que a dívida pública federal encerre este ano entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.

Quadro externo

No ambiente internacional, os mercados repercutiram a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que cresceu a uma taxa anualizada de 6,4% no primeiro trimestre de 2021, em relação aos três meses anteriores.

A primeira estimativa, divulgada em 29 de abril, também foi de alta de 6,4% na comparação trimestral. A projeção, segundo consenso Refinitiv, era de que o dado fosse revisado marginalmente, para avanço de 6,5%.

Nos EUA, as atenções recaíram ainda sobre os dados de pedidos de auxílio-desemprego, que somaram 406 mil na última semana, abaixo da projeção de 425 mil pedidos dos analistas consultados pela Refinitiv.

Além disso, as encomendas de bens duráveis recuaram 1,3% em abril ante março, para US$ 246,2 bilhões, segundo o Departamento do Comércio dos EUA.

O resultado contrariou as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço de 0,9%.

Na Europa, uma pesquisa da GfK, na Alemanha, indica que a confiança dos consumidores melhorou menos do que o esperado em maio, atingindo -7,0 pontos, frente a -8,6 pontos registrados em abril. A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters era de uma leitura de -5,2 pontos.

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